- Fiocruz Brasília completa cinquenta anos em 2026, com atuação destacada na promoção da saúde pública na capital federal.
- Projetos voltados a idosos, inclusão digital e uma agenda com a Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa integram a atuação da instituição.
- O Ecoilê, nos terreiros de matriz africana, envolve agroecologia, segurança alimentar e preservação de saberes tradicionais, em parceria com o Instituto Federal de Brasília.
- O colaboratório feminino Elas com Elas atua na prevenção e enfrentamento da violência contra a mulher, com formação, pesquisa e ação territorial em mais de quarenta movimentos.
- A exposição Sopro Humano: Yanomami e Ye’kwana sustentando a terra floresta será inaugurada em dezenove de abril na Escola de Governo Fiocruz-Brasília, destacando a força dos povos indígenas.
A Fiocruz Brasília completa 50 anos em Brasília em 2026, celebrando meio século de ações voltadas à saúde pública e ao desenvolvimento social. O tema foi tratado no Podcast do Correio, com a participação da diretora Fabiana Damásio e jornalistas locais. A entrevista destacou o protagonismo da população na promoção da saúde.
Entre iniciativas, o grupo ressaltou ações para idosos, o projeto Ecoilê nos terreiros de matriz africana e uma exposição sobre povos indígenas que será inaugurada em breve. A conversa também abordou práticas para preservar saberes tradicionais e ampliar o acesso a serviços de saúde.
Envelhecimento e cuidado
A Fiocruz trabalha com atuação intersetorial para a população idosa. Parcerias com a Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa ampliam ações de educação digital e prevenção a golpes. A instituição busca fortalecer o SUS para acolher as necessidades dessa faixa etária.
Dados do IBGE indicam que idosos já representam cerca de 15,4% da população. A Fiocruz ressalta a importância de formação de pesquisadores populares e de ações que promovam acesso a serviços de saúde e segurança digital, com foco na integralidade do cuidado.
Ecoilê e agroecologia
O Ecoilê funciona em parceria com o Instituto Federal de Brasília e atua em terreiros de matriz africana. As ações combinam agroecologia, segurança alimentar e preservação de saberes tradicionais. Em algumas comunidades, já são produzidas até cinco toneladas de alimentos.
Além da produção agrícola, o projeto envolve cultivo de plantas medicinais, fortalecimento de redes de cuidado e combate ao racismo institucional. A iniciativa integra políticas públicas para promover a saúde integral da população negra.
Foco em povos indígenas
Foi anunciada a exposição Sopro Humano: Yanomami e Ye’kwana sustentando a terra floresta, com registros da experiência em Roraima. A mostra retrata caminhos de resistência e direitos indígenas. A inauguração está prevista para a próxima segunda-feira, 27/4, na Escola de Governo Fiocruz-Brasília.
A exposição reforça a atuação da Fiocruz em temas indígenas e a atualização de políticas públicas voltadas à defesa de direitos, saúde e territorialidade. A agenda do mês de abril também reforça o papel da instituição nessa frente.
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