- PSOL acionou a Procuradoria-Geral da República contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, para questionar a venda da mineradora Serra Verde à empresa americana USA Rare Earth.
- A representação, assinada por Sâmia Bomfim com apoio de Glauber Braga e Fernanda Melchionna, pede apuração da operação e análise da legalidade dos atos ligados à negociação.
- Os deputados afirmam que o negócio envolve setor estratégico e sugerem possível avanço sobre competências da União em mineração e relações internacionais, pedindo avaliação de medidas cabíveis, inclusive no Supremo Tribunal Federal.
- Segundo o documento, Caiado teria practicado uma espécie de “diplomacia paralela” ao assinar memorando com representantes dos Estados Unidos sobre minerais críticos e terras raras, o que, segundo a peça, fere a soberania nacional.
- O negócio, anunciado nesta semana, avalia Serra Verde em cerca de US$ 2,8 bilhões, com pagamento em dinheiro e ações da compradora, e depende de aprovações regulatórias para o fechamento previsto para o terceiro trimestre de 2026.
O PSOL pediu à Procuradoria-Geral da República que apure a venda da mineradora Serra Verde à empresa americana USA Rare Earth. O protocolo foi feito nesta semana, em Brasília, envolvendo ato que envolve território nacional e minerais estratégicos.
A representação, assinada por Sâmia Bomfim com apoio de Glauber Braga e Fernanda Melchionna, solicita que a PGR avalie a legalidade da operação e possíveis irregularidades na negociação.
De acordo com o documento, o negócio envolve setor estratégico e pode tocar em competências da União em mineração e relações internacionais, cabendo ao governo federal zelar pela soberania.
Os parlamentares afirmam que Caiado extrapolou atribuições ao firmar memorando com representantes dos Estados Unidos sobre minerais críticos e terras raras, configurando possível violação à soberania.
A ofensiva ocorre paralelamente ao debate no Congresso sobre terras raras. A Câmara avaliava proposta relatada por Arnaldo Jardim, que acabou retirada de pauta.
Neste mês, a bancada do PT apresentou projeto para criar a estatal Terrabras, ampliando a participação estatal na exploração de terras raras, sob o argumento de reforçar a soberania.
O negócio avaliado em cerca de US$ 2,8 bilhões envolve pagamento em dinheiro e ações da compradora, com fechamento previsto para o terceiro trimestre de 2026, sujeito a aprovações regulatórias.
A CNN procurou Caiado para comentar o assunto e aguarda resposta. Não houve confirmação pública sobre o conteúdo da representação enviada à PGR.
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