- O Dic.ruas, verbete do Dicionário de Ruas da cidade de São Paulo, indica que a rua Peixoto Gomide homenageia Francisco de Assis Peixoto Gomide, filho, e não o pai, o que muda a interpretação histórica.
- Há um projeto de lei já aprovado em primeira votação na Câmara Municipal para renomear a via de Peixoto Gomide para Sophia Gomide, filha assassinada, em meio a controvérsias sobre a homenagem.
- A polêmica cresce porque pai e filho tinham o mesmo nome; na versão anterior do verbete, o Dic.ruas sugeria que a homenagem poderia referir-se ao pai.
- O PL é de autoria da vereadora Silvia Ferraro (PSOL) e tem coautoria de Luna Zarattini (PT), com 33 votos a favor e sem votos contrários; depende de segunda votação e sanção do prefeito.
- A Secretaria Municipal de Cultura afirmou que a rua já tinha o nome Peixoto Gomide antes de 1906 e que tramita a segunda votação na Câmara, além de acompanhar o andamento do PL.
Em São Paulo, o Dic.ruas, dicionário de ruas da cidade, atualizou o verbete sobre a Rua Peixoto Gomide. A mudança discute se o logradouro homenageia Francisco de Assis Peixoto Gomide, filho do homem que cometeu o feminicídio de Sophia Gomide, ou o pai. A prefeitura não confirmou o conteúdo, mas afirma que a via já existia com o nome antes de 1906.
Segundo o texto revisado, o registro anterior indicava que Peixoto Gomide era filho e que a homenagem poderia se referir ao pai. A mudança busca esclarecer a origem do topônimo, já que o jovem Peixoto Gomide foi conhecido por seus feitos históricos, ao passo que o pai morreu anos antes da nomeação.
A controvérsia ganhou repercussão por confrontar a memória pública de um caso que chocou a elite paulista no início do século XX. O objetivo do novo verbete é refletir a verdadeira origem do nome e evitar confusões históricas. A prefeitura ressaltou que o Dic.ruas pode sofrer alterações com novas evidências.
Situação atual e tramitação do PL
O Projeto de Lei que altera o nome da rua já recebeu aprovação em primeira votação na Câmara Municipal. A proposição pretende batizar o logradouro como Sophia Gomide, esposa do poeta Manuel Baptista Cepelos, assassinada em 1906. O texto aguarda segunda votação e sanção do prefeito.
A vereadora Silvia Ferraro (PSOL) é autora da proposta, com coautoria de Luna Zarattini (PT) e apoio de outros vereadores. A mudança depende, ainda, da conclusão do processo legislativo. A prefeitura informou que acompanha a tramitação no Legislativo.
Reações e debates
Durante audiência pública, alguns participantes contestaram a mudança com base em divergências históricas do verbete anterior. Protestos também apontaram custos e impactos burocráticos para comerciantes, como alterações em CNPJs e alvarás. O tema segue sob análise na Câmara.
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