- Justiça de São Paulo suspende a policial militar Yasmin Cursino Ferreira investigada pelo disparo que matou Thawanna da Silva Salmázio na zona leste, ocorrido na madrugada de 3 de abril.
- Medidas incluem proibição de portar arma, de manter contato com testemunhas ou familiares da vítima e de deixar a comarca, com recolhimento domiciliar entre 22h e 5h.
- Investigações apuram possível excesso de força e responsabilidade criminal; Corregedoria da Polícia Militar e Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa atuam no caso.
- SSP informou que não houve promoção; mudança de classificação decorre da Lei nº 18.442/2026, que unificou a nomenclatura de Soldado PM, mantendo a policial afastada.
- Caso ocorreu em Cidade Tiradentes, após perseguição a dois homens em moto; relatos indicam desentendimentos entre os agentes e Thawanna, com demora no socorro.
A Justiça de São Paulo suspendeu a policial militar Yasmin Cursino Ferreira, investigada pela morte de Thawanna da Silva Salmázio após uma intervenção na zona leste. O crime ocorreu na madrugada de 3 de abril, no bairro Cidade Tiradentes, durante perseguição a suspeitos de moto. A ação é alvo de apurações por possível excesso de força e responsabilidade criminal.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou a medida restritiva, que visa evitar que a policial porte arma, tenha contato com testemunhas ou com familiares da vítima, e deixe a comarca sem autorização. Além disso, há recolhimento domiciliar das 22h às 5h.
A SSP informou que não houve promoção, mas ajuste na carreira. A mudança de classificação decorre da Lei nº 18.442, publicada em 2 de abril de 2026, que unificou a nomenclatura de Soldado PM e equiparou salários, substituindo a divisão entre 1ª e 2ª classe. A policial continua afastada.
Mudança de posto e estrutura da carreira
A publicação no Diário Oficial indicou a mudança para Soldado PM, porém a SSP esclarece que não houve promoção. A secretaria ressalta que a alteração reflete apenas o cumprimento da nova lei.
De acordo com a SSP, a atualização não altera o status da investigada, que permanece afastada das funções. A mudança não está ligada a avaliação de conduta no caso em apuração.
Detalhes da ocorrência
Testemunhas afirmam que duas viaturas perseguiam dois homens em uma moto perto de um baile funk. A discussão se agravou e Thawanna, questionando a ação policial, acabou atingida por um disparo. A vítima ficou caída por cerca de 40 minutos e foi levada ao hospital, onde não resistiu.
Familiares afirmam que houve dificuldade de socorro imediato e que a vítima não recebeu atendimento adequado no local. O marido, Luciano, relata ter pedido para se aproximar, mas os agentes o impediram.
A apuração envolve a Corregedoria da Polícia Militar e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil. Ainda não há conclusão sobre as circunstâncias do disparo e se houve falha no procedimento. A investigação também analisa o uso de câmera corporal pela policial, que não estava com o equipamento no momento.
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