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Troca de defesa do ex-presidente do BRB abre caminho para delação premiada

Troca de defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, por Aragão e Tangerino, abre caminho para delação premiada e possível transferência à PF

Paulo Henrique Costa - Foto: Michael Melo/Metrópoles
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  • A troca de defesa do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi efetivada nesta semana, com Cleber Lopes deixando o caso e Eugênio Aragão e Davi Tangerino assumindo.
  • Aragão é ex-ministro da Justiça e especialista em delações premiadas; Tangerino é advogado criminalista com experiência em acordos de leniência.
  • Costa está preso na Papuda, em Brasília, desde 17 de abril, após decisão do ministro do STF André Mendonça.
  • Ele é investigado por suposta propina de 146,5 milhões de reais do dono do banco Master, Daniel Vorcaro, caso que incluiria repasse via imóveis.
  • Com a possibilidade de delação, Costa pode requerer transferência para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, para ficar próximo das equipes de investigação.

A troca de advogado do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, pode abrir espaço para um acordo de delação premiada. Cleber Lopes deixou a defesa, e a nova atuação ficou a cargo de Eugênio Aragão e Davi Tangerino. A mudança ocorreu nesta quarta-feira (22/4).

Costa está preso na Papuda, em Brasília, desde 17/4, por decisão do ministro do STF André Mendonça. A suspeita envolve suposta propina de R$ 146,5 milhões, supostamente comprada com imóveis, em favorecimento de interesses do banco Master.

Aragão traz experiência como ex-MPF (1987-2017) e ex-ministro da Justiça no governo Dilma. Tangerino é criminalista, especialista em acordos de leniência, professor de direito penal na UERJ e doutor pela USP. A dupla assume a defesa para avaliar próximos passos.

Mudança de defesa

A perspectiva de delação premiada depende de negociações com autoridades. Costa pode ter interesse em colaborar em troca de benefícios na pena, conforme o mecanismo de colaboração previsto em lei desde 2013.

A transferência de Costa para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília seria estratégica, segundo fontes próximas. O objetivo é facilitar depoimentos junto aos investigadores responsáveis pelo caso, mantendo proximidade com as equipes de apuração.

A delação premiada ocorre quando o investigado oferece informações relevantes em troca de vantagens processuais. O acordo pode incluir redução de pena, conforme as regras legais vigentes no país.

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