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Trump usa leituras bíblicas para reforçar aura religiosa, evangélicos apoiam

Trump reforça apelo bíblico entre evangelicais, em meio a queda de apoio católico e críticas ao uso político da fé

Donald Trump holds a Bible outside St John's Church near the White House in June 2020.
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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, leu um trecho da Bíblia no Salão Oval para reforçar apelo aos evangélicos, grupo que ainda o apoia em grande parte.
  • A passagem escolhida foi 2 Crônicas 7:14, associada a um chamamento público de arrependimento durante uma leitura da Bíblia que se estende pela semana.
  • A tática visa manter a base evangélica, considerada essencial para a aliança política de Trump, especialmente em temas conservadores.
  • Enquanto os evangélicos permanecem estáveis, os católicos têm apresentado queda de apoio a Trump, segundo pesquisas citadas.
  • O evento é organizado por America Reads the Bible, ligado a grupos conservadores que promovem a agenda política alinhada com a base religiosa.

O presidente Donald Trump leu um trecho da Bíblia no Salão Oval, parte de uma leitura pública de uma semana, para apelar aos evangélicos. O ato ocorreu nesta semana, em Washington, DC, com o objetivo de reforçar a mensagem religiosa em meio a críticas sobre sua conduta e políticas.

O evento contou com a participação de organizadores e apoiadores ligados a redes evangélicas, incluindo a organizadora Bunni Pounds, vinculada à Christians Engaged e à Family Policy Alliance. Entre os participantes políticos citados estão o senador Ted Cruz, o secretário de Defesa e ex-candidato, e o governador do Texas, sem que se saiba se também lerão as palavras na primeira pessoa.

Segundo a edição do Guardian, o momento foi apresentado após Trump ter se envolvido recentemente com a religião de maneiras consideradas como fortalecimento de sua imagem. Em tom de guia espiritual, o presidente citou 2 Crônicas 7:14, frase que promete ouvir e perdoar se o povo se humilhar e buscar a face de Deus.

Especialistas destacam que, entre eleitores evangélicos, Trump mantém apoio sólido, ao contrário de católicos, que aparecem mais inclinados a questionar ou oscilar seu suporte. A diferença de leitura política entre os grupos ocorre em meio a decisões que favoreceram o espaço conservador, como a composição da Suprema Corte.

Analistas lembram que a leitura tem propósito político e simbólico, buscando consolidar uma base fiel diante de críticas sobre reformas, gestão de políticas públicas e questões morais. A dinâmica entre fé, política e eleitorado continua em foco nas próximas semanas, com expectativa sobre desdobramentos para o cenário eleitoral.

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