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Vítimas relatam medo de fiscal da Fazenda que intimidava empresários

Vítimas relatam medo e pressão de auditora da Fazenda de São Paulo que exigia propina para reduzir autuações, levando à cassação da aposentadoria dela

Fachada da sede da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo
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  • Empresários e testemunhas relataram à Justiça que a auditora da Fazenda, Eloísa Maria Andrade Henriques, intimidava empresas e exigia propinas para abrir mão de autuações tributárias, em valores elevados.
  • Eloísa, de 74 anos, teve a aposentadoria cassada pelo secretário da Fazenda, Samuel Kinoshita, e já foi condenada a dezoito anos de prisão por lavagem de dinheiro.
  • O esquema, segundo o Ministério Público, perdurou desde 2004, atuando no posto fiscal do Butantã e um escritório em Moema, com a participação de Marizete Fonseca Pacheco, companheira de Eloísa, que recebeu condenação de trinta e um anos.
  • Vítimas relataram que Eloísa ameaçava autuações altas caso as empresas não contratassem consultorias indicadas pela auditora para “diminuir” as infrações.
  • Em defesa, Eloísa negou ilícitos, afirmou que as acusações são vingança e que não houve qualquer prova contra ela; o processo já teve condenação confirmada pelo Tribunal de Justiça.

Caso envolve auditoria da Fazenda de SP que intimidava empresários

Sociadores e representantes comerciais relataram à Justiça que Eloísa Maria Andrade Henriques, auditora fiscal da Fazenda de São Paulo, intimidava empresas para cobrar propina e evitar autuações. Ela teve aposentadoria cassada e foi condenada a 18 anos em decisão que ainda tramita em recursos.

Segundo depoimentos, o esquema funcionava desde 2004, com atuação no posto fiscal do Butantã e um escritório em Moema, ligado a Marizete Fonseca Pacheco, parceira de Eloísa. A Justiça manteve, em junho de 2023, a condenação de Marizete, que recebeu pena maior.

Eloísa afirmou em juízo que não cometeu ilícitos e classificou as acusações como vingança. A defesa sustenta que o caso baseou-se em denúncia anônima e que não houve provas de irregularidades em sua residência. Não houve menção de documentos comprobatórios apresentados contra a auditora.

Depoimentos apontam pressão para contratação de consultorias

Relatos colhidos no processo mostram pedidos de valores elevados para evitar autuações. Um representante de drogaria relatou ter entregue um cheque a Eloísa após ser orientado a apresentar documentos em Moema, sob ameaça velada de problemas fiscais.

Outro empresário descreveu que Eloísa sugeriu contratar consultoria para reduzir uma suposta infração. O depoimento aponta que o escritório indicado, em Moema, não comprovou a atuação efetiva da consultoria.

Caso envolve ainda outros envolvidos que, segundo a Justiça, teriam colaborado com o suposto esquema. Entre eles, a companheira de Eloísa, Marizete, e uma rede de contatos que atuaria para amenizar autuações com contratos supostamente vinculados às necessidades das empresas.

Relatos de vítimas acentuam ambiente de medo

Testemunhas mostraram constrangimento ao lidar com a fiscalização. Controles e comunicações com a Justiça apontam que empresários se sentiram pressionados a acatar propostas de consultoria para evitar sanções vultosas.

O processo também cita episódios em que a fiscalização teria apresentado supostos “trabalhos tributários” para a gestão de empresas, com contratos que teriam resultado em pagamentos menores do que as autuações relatadas.

Status do caso

A sentença inicial ocorreu em maio de 2022, com confirmação pelo Tribunal de Justiça em 2023. A defesa de Eloísa sustenta que o conjunto de evidências não comprova ilícitos, mantendo a versão de que as denúncias seriam uma retaliação.

As investigações continuam, com novos desdobramentos aguardados pela Justiça. O conteúdo divulgado inclui depoimentos de várias empresas afetadas e detalhes sobre o funcionamento do suposto esquema.

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