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Augusto Cury: se eleito, pode acabar com a fome mundial e pacificar conflitos

Cury propõe fundo mundial para erradicar fome e mediar guerras, além de defesa de reforma no STF, caso seja eleito

O escritor e psiquiatra Augusto Cury, pré-candidato à Presidência da República pelo partido Avante
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  • Augusto Cury, escritor e psiquiatra, tornou-se pré-candidato à Presidência pelo Avante e diz ter foco em pacificar conflitos globais e combater a fome mundial.
  • Propõe criar um fundo mundial para enfrentar a fome, sugerindo destinar parte de importações/exportações ou de compras de armas para financiar a iniciativa.
  • Pesquisa Quaest aponta 2% de intenções de voto para ele, com liderança presidencial consolidada por Lula e Bolsonaro, em dados coletados entre 9 e 13 de abril.
  • Conta com o marqueteiro Sergio Lima e planeja financiar a campanha apenas com doações, não usando o fundo partidário e buscando levantar cinco milhões de reais em um mês.
  • Apresenta propostas de reforma no STF, incluindo fim da vitaliciedade dos ministros, mandato de oito a dez anos e maior influência da magistratura na escolha, além de evitar transmissão ao vivo de votos.

Augusto Cury, escritor e psiquiatra, confirmou pretensão de disputar a Presidência pelo Avante. O anúncio ocorre em meio a planos de ampliar sua atuação pública, já que vendeu mais de 30 milhões de livros no Brasil e agora busca transformar sua imagem em proposta política.

Cury diz que quer ser uma alternativa a líderes nacionais e internacionais, afirmando que poderia mediar conflitos entre potências como Rússia e Ucrânia, sob a perspectiva de pacificação de crises globais, além de buscar soluções para crises humanitárias.

Ele propõe usar parte de recursos militares para combater a fome mundial, sugerindo a criação de fundos com percentuais de importação e exportação ou de venda de armas, para financiar ações de alimentação global. A ideia visa articular cooperação entre instituições internacionais.

Seu desejo de entrar na política é descrito como antigo, reforçado pela percepção de amadurecimento familiar. No caminho político, ele afirma não vislumbrar um segundo mandato caso seja eleito e diz que não pretende avaliar cargos legislativos.

Cury aparece com 2% de intenções de voto, segundo levantamento da Quaest entre 9 e 13 de abril, empatado com outros candidatos e atrás de Lula e Bolsonaro, que lideram com 32% e 37%, respectivamente. A campanha é descrita por pesquisadores como de difícil viabilidade.

Nos bastidores, há relatos de que a candidatura pode ter objetivos de marketing para ampliar negócios, especialmente em venda de livros e cursos. O escritor nega depender de marketing específico, destacando uma trajetória própria.

Propostas e referência ideológica

Na entrevista, o pré-candidato apresenta a ideia de uma “mente capitalista e coração social”, buscando conciliar economia liberal com direitos humanos, educação de qualidade e proteção à mulher. Cury diz não se enquadrar em rótulos partidários fixos.

Ele defende reformas no sistema prisional, com foco na ressocialização e na redução de custos do Estado, argumentando que muitas prisões atendem a perfis de baixa periculosidade e mantêm reincidência. A proposta é apresentada como suprapartidária.

Estrutura de governo e STF

Cury propõe mudanças na estrutura de poder, incluindo a criação de um cargo de primeiro-ministro, e alterações no STF, com fim da vitaliciedade dos ministros após oito a dez anos de mandato. A ideia envolve maior participação de magistrados de carreira e votação pública em parte das indicações.

Segundo o pré-candidato, o STF sofreria com a exposição midiática, o que justificaria reduzir a transmissão ao vivo de votações. A proposta é apresentada como parte de um estudo sobre a mente humana e da campanha com o lema make humanity great again.

Ele afirma que não planeja ataques pessoais em campanha, destacando uma atuação 100% baseada em projetos. Cury também enfatiza o desejo de manter o tom técnico e evitar polarizações em seu discurso público.

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