- A CSP pode votar, na terça-feira, dia vinte e oito, às onze horas, convites ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao delegado Marcelo Ivo de Carvalho para que expliquem a atuação e o motivo da viagem aos Estados Unidos.
- Carvalho teria sido convidado pelo governo dos Estados Unidos a deixar o país após atuar com o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), em relação à prisão de Alexandre Ramagem.
- Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência, foi condenado a mais de quinze anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes; ele está foragido no Brasil.
- O requerimento é assinado pelo senador Jorge Seif (PL-SC), que afirma haver gravidade no uso de órgãos de Estado para interesses pessoais ou partidários e cobra esclarecimentos sobre as atuações do agente de ligação da Polícia Federal.
- A CSP também pode votar projetos voltados à presença de mais mulheres na segurança pública, incluindo a reserva de vagas de pelo menos vinte por cento nos concursos para as carreiras do Sistema Único de Segurança Pública, e discutir medidas para ambiente escolar mais seguro e porte de armas para agentes de trânsito.
A Comissão de Segurança Pública (CSP) pode votar na terça-feira (28), às 11h, convites ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava em Miami e retornou ao Brasil. A ideia é que compareçam ao colegiado para esclarecer a atuação do delegado junto ao governo americano. Os convites partem de requerimentos apresentados pelo senador Jorge Seif (PL-SC).
Os requerimentos citam a participação de Carvalho na prisão relâmpago de Alexandre Ramagem pelo ICE, polícia migratória dos Estados Unidos. Ramagem foi ex-diretor da Abin no governo Bolsonaro e hoje é considerado foragido, com condenação de mais de 15 anos por tentativa de golpe e outros crimes. O parlamentar questiona a relação entre a PF e o governo norte-americano.
Seif critica o uso de órgãos de Estado para interesses partidários e cobra esclarecimentos sobre a atuação do agente de ligação da PF e as supostas manipulações envolvendo mandos. A motivação é entender quem autorizou os atos ligados a Ramagem e qual foi o papel do governo brasileiro na operação.
Mais mulheres na segurança
A CSP pode votar ainda um projeto que incentiva a presença feminina nas forças de segurança. O PL 1.722/2022 proíbe limitar vagas para mulheres em concursos da área e reserva 20% das vagas em concursos públicos do Susp para elas. A proposta cria a Política Nacional de Valorização das Mulheres na Segurança Pública, com igualdade de oportunidades entre os sexos.
Segundo a autora, senadora Daniella Ribeiro, a medida elimina barreiras de ingresso e impede que apenas homens ocupem postos de polícia e bombeiros. O texto segue para votação no Plenário, caso seja aprovado pela CSP.
A pauta também inclui temas para um ambiente escolar mais seguro e para ampliar o porte de armas para agentes de trânsito, em projetos já em análise no plenário. As propostas constam da agenda de atuação da CSP para o dia.
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