- A The University of Queensland Press cancelou o livro Bila, A River Cycle, por comentários do ilustrador Matt Chun sobre o ataque em Bondi, considerado antissemita pela editora.
- O ataque em Bondi, em 14 de dezembro, deixou quinze mortos, incluindo o rabino Eli Schlanger; o livro é de temática indígena com ilustrações de Chun e a poeta Jazz Money.
- Em janeiro, Chun publicou um ensaio no Substack criticando respostas públicas ao ataque e também contestando Chabad e Schlanger; a editora afirmou que as falas são odiosas às vítimas.
- A UQP disse não poder endossar as declarações e informou que as cópias permanecem em armazenamento, avaliando opções de reciclagem.
- Diversas escritoras e escritores australianos anunciaram boicote à editora e encerramento de contratos; a polícia de New South Wales disse que trabalha com a unidade de crimes de ódio.
Um editor australiano cancelou o livro infantil Bila, A River Cycle, após comentários feitos pelo ilustrador sobre o ataque em Bondi. A editora disse que as falas violam a política de antisemitismo.
O livro, ilustrado por Matt Chun, já tinha milhares de cópias impressas. A obra envolve Jazz Money, uma poeta indígena, que agora enfrenta a retirada do título. O caso levou a críticas sobre censura e imprensa na Austrália.
O ataque ocorreu em 14 de dezembro, quando dois atiradores abriram fogo durante um festival judaico na praia de Bondi, resultando na morte de quinze pessoas, incluindo o rabino Eli Schlanger, líder da missão local de Chabad.
Chun publicou, em janeiro, um ensaio no Substack criticando respostas públicas ao ataque e o tratamento da imprensa. Ele acusou setores da esquerda australiana de buscar respeito sem enfrentar acusações de antisemitismo.
Reação e consequências
A Universidade de Queensland informou que os comentários de Chun são repudiáveis e prejudiciais às vítimas, e não pode apoiar ou associar-se a eles. Foi acrescentado que o impacto sobre a autora Jazz Money é lamentado, com abertura para futuras colaborações.
Segundo a universidade, as cópias do livro permanecem em armazenamento, com estudo de opções de reciclagem em andamento. A instituição reforçou que não houve endorsement das falas controversas.
A polícia de New South Wales disse trabalhar com a Unidade de Envolvimento e Crimes de Ódio na apuração das postagens associadas ao caso. A universidade não detalhou quais trechos violariam as políticas.
Money afirmou em redes sociais que o relacionamento com a UQP acabou, e que a retirada o título estabelece um precedente de censura para obras com temática política ou urgente. Ela tem reconhecimentos na área.
Vários escritores australianos anunciaram repúdio à decisão e romperam contratos com a UQP. Entre eles estavam Evelyn Araluen, Randa Abdel-Fattah, Melissa Lucashenko e Natalia Figueroa Barroso. O histórico da editora como casa acadêmica de 1948 permanece.
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