- Eduardo Paes, do PSD, aparece com 53% das intenções de voto, liderando todos os cenários no primeiro e no segundo turno, segundo o Instituto Paraná Pesquisas.
- O analista Matheus Teixeira alerta que, apesar da vantagem, o cenário político do Rio pode sofrer mudanças, lembrando que em 2018 houve virada que levou Wilson Witzel à disputa vitoriosa.
- O STF ainda não decidiu como será realizado o pleito do mandato tampão no governo do Rio, após o afastamento de Cláudio Castro, o que pode antecipar o início oficial da campanha.
- Douglas Ruas, candidato do PL, aparece atrás de Paes e tenta assumir o governo antes da eleição definitiva, influenciando a disputa com o uso da máquina pública.
- Paes apoia o presidente Lula, mas busca não vincular sua imagem ao governo federal, diante de um eleitorado fluminense com viés mais bolsonarista.
A disputa pelo governo do Rio de Janeiro aponta Eduardo Paes (PSD) como favorito, com 53% das intenções de voto em levantamento divulgado pelo Instituto Paraná Pesquisas nesta sexta-feira. Em todos os cenários, Paes lidera tanto no primeiro quanto no segundo turno, segundo a pesquisa.
Apesar do favoritismo, o analista de política da CNN, Matheus Teixeira, alerta para a possibilidade de reviravoltas na trajetória eleitoral fluminense. Ele evidencia que casos históricos mostram mudanças significativas, como ocorreu em 2018 com Wilson Witzel, que saiu de 3% para vencer a eleição.
A disputa envolve ainda a definição do formato do pleito para o chamado mandato tampão, após o afastamento de Cláudio Castro. O STF ainda não decidiu sobre o calendário eleitoral no estado, o que pode impactar o início oficial da campanha local.
Douglas Ruas, candidato do PL, aparece atrás de Paes na sondagem. Ruas busca antecipar a disputa para evitar a continuidade do mandato do desembargador Ricardo Couto, além de explorar a discricionalidade da máquina pública a favor de sua candidatura.
Segundo o analista, a máquina administrativa estadual é vista como instrumento com potencial de influenciar votos, por meio de repasses e articulações com prefeituras. Nesse cenário, Paes atua nos bastidores para reduzir a chance de vitória de Ruas.
A nacionalização do debate também é apontada como fator relevante. Ruas pode buscar apoio de figuras nacionais, como o senador Flávio Bolsonaro, para associar a candidatura a pautas bolsonaristas, em um estado com histórico de viés conservador em eleições nacionais.
Apesar disso, Paes mantém proximidade ao presidente Lula, mas evita vinculação excessiva à gestão federal, visando não ampliar resistências locais. A estratégia busca equilibrar apoio federal com a necessidade de manter independência na relação com o eleitor fluminense.
Entre na conversa da comunidade