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Enviado de Trump afirma que brasileiras são programadas para criar confusão

Enviado de Trump afirma que brasileiras são programadas para confusão; liga comportamento ao consumo de novelas e envolve acusações de agressão

Paolo Zampolli enviado especial de Trump
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  • Paolo Zampolli, enviado especial para parcerias globais do governo de Donald Trump, disse que mulheres brasileiras são “programadas” para causar confusão, em entrevista à emissora italiana RAI.
  • A fala ocorreu ao responder sobre as acusações de Amanda Ungaro, ex-modelo brasileira e ex-companheira dele por cerca de vinte anos, que o acusa de agressão.
  • Ungaro afirma ter sido vítima de agressões físicas e psicológicas e cita fotos de hematomas como prova; Zampolli nega as acusações e diz que ela tenta prejudicá-lo.
  • O ex-casal também discutiu o envio de Ungaro aos Estados Unidos e a alegação de que ele influenciou a deportação para impedir que ela visse o filho.
  • Documentos de caso envolvendo Jeffrey Epstein mostram que Zampolli e Epstein tentaram comprar uma agência de modelos em um leilão; ele nega envolvimento em crimes sexuais de Epstein.

Paolo Zampolli, enviado especial para parcerias globais do governo dos EUA, afirmou em entrevista à TV italiana que mulheres brasileiras seriam predispostas a causar confusão. A declaração ocorreu na quinta-feira (23) em entrevista à Rai, segundo a reportagem. Ele respondeu a uma pergunta sobre acusações de Amanda Ungaro, ex-modelo brasileira e antiga parceira dele.

Zampolli sustenta que o comportamento de algumas brasileiras pode ser influenciado pelo consumo de novelas, associando esse hábito a traços como engano. A fala repercutiu nas redes e gerou questionamentos sobre o contexto de suas afirmações.

Contexto sobre Amanda Ungaro

Ungaro acusa o ex-companheiro de agressões físicas, psicológicas e sexuais durante o relacionamento de quase duas décadas. Ela apresentou relatos de violência e registros de hematomas como evidência, enquanto o acusado nega as acusações e afirma que a ex parceira busca prejudicá-lo.

A ex-modelo também afirma que houve influência para deportação dela dos EUA, além de impedir a visão do filho do casal. Confrontado sobre as acusações, Zampolli negou envolvimento direto e disse não ter relação com decisões de imigração.

Ligações com Jeffrey Epstein

Durante a entrevista, surgiram questionamentos sobre possíveis ligações de Zampolli com Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. Documentos do caso indicam que ambos tentaram adquirir uma agência de modelos em um leilão, operação que não foi concluída.

O italiano, proprietário da ID Models, afirma que Epstein o contatou para a compra, mas não houve fechamento do negócio. Zampolli reiterou que não tem envolvimento com crimes cometidos por Epstein e afirmou que o empresário teria usado a indústria da moda para encobrir crimes contra menores.

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