- O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que o fim da escala 6×1 é uma tendência mundial, não apenas brasileira.
- Ele disse que a discussão deve ocorrer com diálogo e pode envolver ajustes por setor, com possibilidade de modelos alternativos de organização da jornada.
- A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara aprovou, por unanimidade, a PEC sobre o fim da escala 6×1 e a proposta vai à comissão especial, com votação em plenário prevista para maio; o presidente da Câmara, Hugo Motta, pretende inaugurar a comissão ainda nesta semana.
- Motta defende tramitar a PEC como o caminho mais adequado para viabilizar a redução da jornada de trabalho.
- Sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, vigente provisoriamente a partir da próxima sexta-feira, o ministro afirmou que as perspectivas são positivas e que o pacto pode gerar um dos maiores blocos econômicos dos últimos anos, conectando 720 milhões de pessoas.
O fim da escala 6×1 volta a ganhar força no debate público. O ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, afirmou que a discussão não é exclusiva do Brasil, mas acompanha uma tendência mundial na redução da jornada de trabalho. O objetivo, segundo ele, é buscar soluções equilibradas entre trabalhadores e empregadores.
Elias Rosa destacou que a negociação deve ocorrer por meio do diálogo, com ajustes possíveis na implementação conforme as peculiaridades de cada setor. Ele revelou que algumas categorias podem adotar modelos alternativos de organização da jornada.
Na Câmara dos Deputados, a CCJ aprovou ontem, por unanimidade, uma emenda à Constituição que trata do fim da escala 6×1. O texto segue para análise de uma comissão especial antes de votação no plenário.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que pretende instalar a comissão especial até esta sexta e iniciar os trabalhos na próxima semana. A expectativa é votar a matéria até maio, defendendo a tramitação pela PEC como caminho adequado.
Questionado sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, que entra em vigor de forma provisória na próxima sexta, Elias Rosa disse que as perspectivas do governo são positivas. O ministro estimou que o acordo pode ampliar significativamente o comércio entre as partes.
Subtítulo
Mercosul-UE e impactos comerciais
Mesmo em regime provisório, o pacto pode abrir caminhos para um dos maiores blocos econômicos dos últimos anos, segundo o ministro. Ele citou que aproximadamente 720 milhões de pessoas estariam conectadas pelo mesmo comércio.
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