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Gilmar Mendes pede desculpas por citar homossexualidade como acusação a Zema

Gilmar Mendes pede desculpas por citar homossexualidade como acusação a Zema; mantém investigações do inquérito das fake news e combate à difamação contra o STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)
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  • Gilmar Mendes reconheceu erro ao mencionar a homossexualidade como possível “acusação injuriosa” contra Romeu Zema e pediu desculpas.
  • Em entrevista à TV Globo, o ministro defendeu a continuidade do inquérito das fake news, que tramita há sete anos, após incluir Zema no procedimento.
  • O caso envolve um vídeo de Zema em que ministros aparecem como fantoches; Gilmar citou, como exemplo, a possibilidade de fazer bonecos do Zema como homossexual.
  • O ministro afirmou haver “uma indústria de difamação” contra o STF e prometeu enfrentá-la, mantendo as investigações.
  • A oposição articula novo pedido de impeachment de Gilmar Mendes; o inquérito permanece aberto pelo menos até as eleições.

O ministro Gilmar Mendes, do STF, reconheceu ter errado ao mencionar a homossexualidade como possível acusação injuriosa contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema. Ele fez a defesa da continuidade do inquérito das fake news, que tramita há sete anos e envolve críticas ao Supremo.

Durante entrevista à TV Globo, Gilmar reiterou que pretende enfrentar o que chamou de indústria de difamação contra o STF. Ele citou o interesse de manter as investigações do inquérito, mesmo sob críticas de que o procedimento estaria virando uma ferramenta contra autoridades.

Em relação ao vídeo publicado pelo pré-candidato ao Planalto pelo Novo, Zema, Gilmar explicou a necessidade de apurar eventuais abusos. O ministro discursou em meio a ações de oposicionistas que pedem novos desdobramentos e mostrou que não teme reconhecer erros quando apropriado.

Horas depois, ele usou as redes sociais para se desculpar pelo equívoco ao mencionar a orientação sexual de Zema. A mensagem reforçou que o erro foi assumido, mantendo a ênfase na continuidade das apurações do inquérito.

Durante a entrevista, Gilmar defendeu a importância de manter as investigações pelo menos até as próximas eleições. Ele ressaltou que o STF tem sido alvo de ataques e citou críticas ao relator do inquérito, afirmando que é necessário fornecer respostas sobre quem cometeu crimes.

Na semana passada, o ministro entregou à Procuradoria-Geral da República um pedido de investigação contra o senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado, por abuso de autoridade. A medida ocorreu após a divulgação de um relatório final da CPI que chegou a sugerir indiciamento de Gilmar, Moraes, Toffoli e o chefe da PGR, embora o texto não tenha seguido adiante.

Em fevereiro, Gilmar já havia defendido a continuidade da apuração sob Moraes. Em ocasião pública, ele ressaltou a importância histórica do inquérito, em meio a uma cobrança institucional da OAB para a conclusão das investigações e preocupação com a duração dos procedimentos.

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