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Motta cria grupo de trabalho para acelerar análise do PL da Misoginia na Câmara

Motta cria grupo de trabalho para acelerar análise do PL da Misoginia na Câmara, buscando celeridade sem abrir mão de debate técnico

Presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou GT nesta sexta-feira (24). (Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados)
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  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, criou grupo de trabalho para analisar o PL 896/2023 da misoginia; a deputada Tabata Amaral ficará à frente da coordenação.
  • A proposta é de autoria da senadora Ana Paula Lobato e já passou pelo Senado, avançando agora na Câmara.
  • Motta afirma que o GT acelera a tramitação sem abrir mão do debate técnico, modelo já utilizado em pautas anteriores, como a da “adultização”.
  • O PL propõe alterações na Lei do Racismo para incluir a misoginia entre as condutas discriminatórias e define a misoginia como expressão de ódio ou aversão às mulheres; também prevê aumento de pena em casos de calúnia, injúria e difamação contra mulheres no contexto de violência doméstica.
  • Editorial da Gazeta do Povo aponta preocupações sobre o alcance do projeto e o risco de ampliar a regulação de expressão; o debate deve ganhar contornos com a instalação do GT.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, criou um grupo de trabalho para analisar o Projeto de Lei da Misoginia (PL 896/2023). A vice-presidente do colegiado será a deputada Tabata Amaral, conforme anúncio nesta sexta-feira (24). A medida busca acelerar a tramitação sem perder o embasamento técnico.

Motta afirmou que proteger as mulheres é uma prioridade e citou iniciativas aprovadas pelo Congresso que resultaram na autorização de spray de pimenta para defesa pessoal e no uso de tornozeleiras eletrônicas para agressores. O GT deve aprofundar o debate e encurtar o caminho até a votação.

O PL 896/2023 altera a Lei do Racismo para incluir a misoginia entre as formas de discriminação, acrescentando a expressão “em razão de misoginia” a dispositivos de preconceito por raça, cor, etnia, religião ou nacionalidade. Também amplia penas em casos de calúnia, injúria e difamação contra mulheres na violência doméstica.

O que propõe o PL da Misoginia

Além de definir misoginia como atitude que expressa ódio ou aversão às mulheres, o texto pretende ajustar o Código Penal para punir com mais rigor condutas de ataque à honra de mulheres associadas à violência doméstica e familiar. A tramitação na Câmara deve seguir com o relatório do GT.

A análise do tema ocorre em meio a críticas sobre o alcance do projeto, como aponta editorial de um veículo de imprensa. A peça pode impactar restrições à expressão pública, segundo a leitura do editorial, ainda sem medidas práticas de combate a crimes violentos.

De acordo com Motta, o grupo de trabalho deve apresentar um relatório que sirva como base para a agilização na Câmara. A expectativa é que o documento oriente a próxima etapa de apreciação da matéria.

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