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Oposição propõe escolha entre CLT ou pagamento por hora

Oposição avança com a ideia de permitir ao trabalhador escolher entre CLT ou receber por hora, defendendo compensações e desoneração da folha

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  • A oposição quer incluir a PEC de Mauricio Marcon, que permite ao trabalhador escolher entre CLT ou receber por horas; Marcon deve compor a comissão especial para defender a matéria.
  • A estratégia também prevê desoneração da folha ou compensações para setores afetados pela mudança, como comércio, supermercados e farmácias.
  • O projeto de Marcon foi apresentado em outubro de 2025 e prevê chegar a quarenta horas semanais em quarenta horas, com a transição começando em 2027 e chegando a 40 horas em 2030.
  • Há divergências entre PECs governistas e propostas de oposição: Reginaldo Lopes defende até oito horas diárias e 36 semanais com possibilidade de redução via acordo, com vigência em dez anos; Erika Hilton sugere 4×3 e vigência um ano após publicação.
  • O governo propõe oito horas diárias e quarenta horas semanais, com dois descansos semanais remunerados; o presidente da Câmara afirma que não nomeará relator para o projeto e manterá a tramitação por PEC.

A oposição articula uma estratégia para frear a proposta do governo que pretende encerrar a escala de trabalho 6×1. A admissibilidade da matéria foi aprovada na CCJ da Câmara na quarta-feira, 22, levando o debate para a comissão especial que vai analisar o mérito.

A ideia central é incluir na comissão especial a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de Mauricio Marcon, deputado PL do Rio Grande do Sul, autor da proposta que permite ao trabalhador escolher entre a CLT ou receber por horas trabalhadas. A comissão terá Marcon como integrante para defender seu texto, apresentado em outubro de 2025.

Segundo a oposição, o debate também passa por desoneração da folha ou por compensações aos setores mais afetados pela mudança de regime, como comércio, supermercados e farmácias. A estratégia envolve ampliar o leque de alternativas ao fim da escala 6×1, mantendo o foco em impactos econômicos e de emprego.

PECs em confronto

As PECs governistas e o projeto do governo têm diferenças relevantes. Reginaldo Lopes, PT de Minas Gerais, propõe jornada máxima de oito horas diárias e 36 semanais, com possibilidade de reduzir a jornada por acordo coletivo e com vigência 10 anos após a publicação. Erika Hilton, PSOL de São Paulo, também fixa oito horas diárias e 36 semanais, mas com escala 4×3 e vigor 1 ano após publicação.

O texto do governo determina oito horas diárias e 40 horas semanais, com dois repousos remunerados semanais de 24 horas cada. O presidente da Câmara, Hugo Motta, Republicanos da Paraíba, afirmou que não nomeará um relator para o projeto de lei e manterá a tramitação por meio de PECs, mantendo o calendário previsto.

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