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Pavio de navio-bomba da Segunda Guerra será removido após 82 anos

Remoção dos mastros do navio-bomba SS Richard Montgomery, encalhado no Tâmisa, começa em breve para evitar explosões de cerca de 1.400 bombas

Imagem: Reprodução
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  • O governo britânico vai remover os mastros do SS Richard Montgomery, navio americano da Segunda Guerra, encalhado na foz do rio Tâmisa em agosto de mil novecentos e quarenta e quatro, que abriga cerca de 1.400 bombas.
  • Os destroços ficam próximos à cidade de Sheerness e podem detonar se os mastros caírem ou forem atingidos.
  • A remoção começará no próximo mês, deve durar cerca de um ano e custará aproximadamente 9,5 milhões de libras.
  • A área ao redor do navio é área de exclusão há décadas; em virtude de ataques com drones, o espaço aéreo também passou a ser monitorado e restrito.
  • Há demanda pela preservação de ao menos um mastro em museu da cidade, para fins históricos.

Após décadas de debates, o governo do Reino Unido decidiu remover os mastros do SS Richard Montgomery, um navio americano da Segunda Guerra Mundial encalhado na foz do Tâmisa em agosto de 1944. O navio abriga cerca de 1.400 bombas ainda prontas para detonar, caso os mastros sejam atingidos.

Os mastros, que ficam acima da água, servem como alvos potenciais para explosões caso sejam danificados. Em 2012 houve alerta semelhante durante as Olimpíadas, com medidas de proteção reforçadas nas proximidades do naufrágio.

A remoção começará no próximo mês, com duração estimada de um ano, no custo de cerca de 9,5 milhões de libras. A operação exige máxima segurança, segundo o Departamento de Transportes do Reino Unido.

Diversos riscos cercam o local: o naufrágio fica próximo ao canal de entrada do Rio Tâmisa, área que movimenta milhares de embarcações por ano e fica diante da cidade de Sheerness. Ainda hoje permanece sob proteção com área de exclusão.

A área envolve monitoramento 24 horas por radares e, desde o fim da Segunda Guerra, não é permitido navegar por ali. No ano passado, o espaço aéreo ao redor foi restringido devido ao risco de ataques com drones.

Especialistas afirmam que o destaque do objeto é o seu potencial de detonação. A remoção completa das bombas seria mais perigosa do que a retirada apenas dos mastros que ficam acima d’água.

Alguns moradores e autoridades locais defendem manter ao menos um mastros em exposição no museu da cidade, ressaltando o valor histórico dos destroços para a comunidade de Sheerness.

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