- Deputada Erika Hilton, autora da PEC que propõe fim da escala 6×1, concorda em discutir uma jornada menor e uma transição para a mudança.
- No texto apresentado em 2025, ela propõe quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36h, a partir de um ano após a promulgação.
- Na Câmara, a viabilidade econômica e política de 36h é vista como baixa; modelo em torno de 40 horas tem mais chances de avançar.
- Hilton afirmou que o Brasil pode consolidar 36h em quatro dias, mas entende a necessidade de um processo de transição e adaptação.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, deve anunciar a criação de uma comissão especial para analisar a PEC; a admissibilidade foi aprovada pela CCJ em 22/04.
A deputada Erika Hilton (PSol-SP) admite abrir caminho para debater uma redução gradual da jornada de trabalho e a transição para o modelo. A fala ocorreu em entrevista concedida nesta sexta-feira, 24 de abril, ao Contexto Metrópoles.
Hilton é uma das autoras da PEC que propõe acabar com a escala 6×1, ou seja, seis dias de trabalho por um de folga. Na proposta apresentada para 2025, a jornada seria de quatro dias por semana, com até 36 horas, após um ano de promulgação.
O texto em análise na Câmara diverge em relação ao prazo de implementação. A avaliação dominante é de que 36 horas em quatro dias encontraría entraves econômicos e políticos, sendo mais viável uma transição gradual para uma carga em torno de 40 horas.
Acompanhamento na Câmara
O presidente da Câmara, Hugo Motta, deve anunciar hoje a criação de uma comissão especial para analisar a PEC do 6×1, segundo informações obtidas pela reportagem. A admissibilidade da proposta já foi aprovada pela CCJ na quarta-feira, 22 de abril.
A medida busca verificar a compatibilidade da PEC com a Constituição e orientar os próximos passos do avanço legislativo. A Câmara analisa o tema com foco em impactos econômicos, sociais e de produtividade.
Entre na conversa da comunidade