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Pentágono disponibiliza opções de punição para quem não apoiou Trump na guerra

Documento interno do Pentágono sugere punir aliados da Otan que não apoiaram a guerra, incluindo suspender a Espanha e revisar as Malvinas

Presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval, em Washington, em reunião com Mark Rutte, secretário-geral da Otan
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  • Um e-mail interno do Pentágono, com acesso exclusivo da Reuters, lista opções para punir aliados da Otan que não teriam ajudado as operações contra o Irã.
  • Uma das propostas é suspender a Espanha da Otan, após o governo espanhol ter proibido aviões militares americanos de usar seu espaço aéreo.
  • O documento também sugere reavaliar o apoio diplomático dos EUA às Ilhas Malvinas, reivindicadas pela Argentina, mesmo com a soberania reconhecida pelo Reino Unido.
  • A passagem aponta frustração com a relutância de alguns aliados em conceder direitos de acesso, base e sobrevoo para a guerra contra o Irã, e afirma que as opções seriam discutidas em altos escalões do Pentágono.
  • O texto não indica claramente planos de redução de tropas ou de fechamento de bases; o governo afirmou manter opções críveis para fazer com que aliados cumpram o que é esperado.

Um e-mail interno do Pentágono, obtido com exclusão exclusiva pela Reuters, lista opções para punir aliados da Otan que não apoiaram a atuação dos EUA na guerra contra o Irã. Entre as medidas, estaria a suspensão da Espanha da aliança e a reavaliação da posição norte‑americana sobre as Ilhas Malvinas.

O documento descreve frustração com aliados que não teriam concedido acesso, base e sobrevoo para operações contra o Irã. A lista menciona ainda uma possível reavaliação de reconhecimentos diplomáticos e de alianças militares, com foco em reforçar o posicionamento dos EUA.

A ideia de suspender a Espanha da Otan seria simbólica, com efeito limitado nas operações, mas de forte impacto político. O texto destaca bases espanholas relevantes para missões, como Rota e Morón.

Reações e contexto

Trump criticou aliados europeus por não enviarem forças para abrir o Estreito de Ormuz e avaliou a retirada dos EUA da Otan. O governo norte‑americano não confirmou a existência de deliberações oficiais sobre o tema.

Autoridades do Pentágono afirmaram que o e‑mail não implica política já definida. Questionado, o porta‑voz do Pentágono disse que não há comentários sobre deliberações internas e que o objetivo é manter opções críveis para a parceria com a Otan.

O documento também aborda a possível mudança na postura dos EUA em relação a antigas possessões europeias, como as Ilhas Malvinas. A posição oficial aponta que as Ilhas são administradas pelo Reino Unido, mas com reivindicações da Argentina.

Contexto regional releva tensão na Otan diante do conflito com o Irã. Analistas destacam a preocupação com o comprometimento de membros da aliança em caso de escalada militar na região.

Ao longo da crise, o Reino Unido afirmou que a soberania das Ilhas Malvinas pertence ao Reino Unido e que a autodeterminação é prioridade. O governo britânico mantém posição estável sobre o tema.

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