- PF prendeu em Orlando, nos Estados Unidos, o policial penal Luciano de Lima Fagundes Pinheiro, o “Bonitão”, foragido desde março.
- Ele era alvo de mandado de prisão preventiva na Operação Anomalia por facilitar atividades ligadas ao tráfico de drogas e à atuação de milícias no Rio de Janeiro.
- A prisão ocorreu após cooperação entre a Polícia Federal do Rio de Janeiro e a Drug Enforcement Administration (DEA) dos Estados Unidos; o foragido deve passar por audiência de custódia que pode levar à deportação.
- A ação acontece dentro da Força-Tarefa Missão Redentor II, que cumpriu 14 mandados de prisão e 13 de busca e apreensão no Rio, com afastamento imediato dos investigados de funções públicas.
- Entre os alvos estavam delegados e policiais civis e militares; foram apreendidos cerca de R$ 50 mil em espécie, armas, munições, celulares, um veículo e documentos, que serão analisados para identificar outros envolvidos.
O policial penal Luciano de Lima Fagundes Pinheiro, conhecido como Bonitão, foi preso nos Estados Unidos, em Orlando, na manhã desta sexta-feira (24). Ele estava foragido desde março, quando houve mandado de prisão preventiva emitido pela Polícia Federal no âmbito da Operação Anomalia.
A PF informou que o foragido integrava uma estrutura voltada à facilitação logística de atividades ligadas ao tráfico de drogas e à atuação de milícias no Rio de Janeiro. A prisão ocorreu após cruzamento de informações entre a PF no RJ e a DEA, agência de combate às drogas dos EUA.
Pinheiro já atuou como segurança de jogadores de futebol e assessor parlamentar, segundo investigações. A detenção foi realizada com base em indícios de participação no grupo, que utilizava influência dentro do aparato estatal para beneficiar criminosos.
Operação Anomalia
Durante a fase inicial da operação, deflagrada em março, foram cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão na capital e na Região Metropolitana do Rio. Entre os presos estavam Fabrizio Romano, delegado da PF, um delegado da Polícia Civil, dois policiais civis e sete policiais militares.
Por determinação do STF, todos os investigados foram afastados das funções públicas. A PF aponta que o grupo utilizava informações privilegiadas para favorecer criminosos e obter vantagens financeiras, com apreensões de dinheiro, armas, munições, celulares, um veículo e documentos.
Os suspeitos podem responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, e lavagem de dinheiro, conforme o grau de participação. Os materiais apreendidos seguem em análise para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
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