- PT inicia o 8º Congresso Nacional dividido sobre enfrentar ou não o debate sobre uma reforma do Judiciário.
- Uma ala defende tirar temas controversos da mesa para evitar desgaste ao presidente Lula; outra acredita que é necessário ao menos indicar a reforma.
- O texto preliminar do programa inclui código de ética para tribunais superiores e revisão de privilégios das instituições judiciais.
- A crise de imagem do STF, após divulgações sobre ligações de ministros com o Banco Master, é mencionada, e Lula já questiona Toffoli e Moraes e defende mandatos para ministros.
- Há divergência sobre a inclusão de pautas sobre as Forças Armadas; Dirceu afirma que o foco seria tático e de governo, enquanto outra ala aponta que Lula já defendeu reformulação.
O PT abrirá o 8º Congresso Nacional nesta sexta-feira (24), em Brasília, em meio a divergências sobre a necessidade de debater uma reforma do Judiciário. O encontro terá como pauta começar a discutir o programa político, incluindo temas internos e externos.
A ala do partido que representa o governo defende excluir da pauta temas que possam desgastar o presidente Lula, como mudanças no Judiciário. A divergência interna levanta a dúvida sobre o timing de discutir reformas em ano eleitoral.
A versão preliminar do programa também aborda uma agenda de reforma e modernização das Forças Armadas, com mudanças na formação de militares. Parte do PT sustenta que o tema merece discussão, mesmo diante de críticas da caserna.
Divergências internas sobre o Judiciário
O texto inicial não traz consenso sobre a inclusão de ajustes no Judiciário, como criação de um código de ética para tribunais superiores. A discussão ocorre em meio ao desgaste da imagem da Suprema Corte.
Ministros do STF encontram resistência à proposta de mudanças, enquanto aliados do governo defendem revisar privilégios institucionais e, ao menos, sinalizar a necessidade de reformas.
A segunda fase do Congresso, prevista para 2027, deverá tratar com mais detalhes as propostas aos tribunais superiores, caso haja acordo entre as alas do partido.
Forças Armadas e ajuste fiscal
A agenda também cita a retomada de propostas para reformar as Forças Armadas, com mudanças curriculares propostas pelo PT. A oposição vê nisso uma intervenção indevida na área das instituições.
Ainda no texto, o PT critica a política fiscal restritiva e defende um novo arranjo fiscal, com revisão de limites de gastos públicos. Os impactos políticos dessas propostas são acompanhados de perto.
Entre na conversa da comunidade