- Diretório nacional do PT adiou para o primeiro semestre de 2027 as reformas do estatuto e do programa partidário, que seriam discutidas no congresso que começou nesta sexta-feira (24/4).
- O foco da oitava edição do evento, que vai até domingo (26/4), será as estratégias eleitorais e as diretrizes para a campanha de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
- A proposta de reforma do programa partidário, elaborada por José Dirceu, previa seis frentes, incluindo mudanças no Judiciário para ampliar transparência e controle público.
- Parte dessas ideias pode constar no manifesto final, ainda que o debate principal tenha sido adiado para 2027 para evitar influências do ambiente eleitoral.
- Em reforma estatutária, militantes defendiam ampliar proteção a minorias, com ênfase em reserva de 5% do fundo partidário para políticas de igualdade racial, além de propostas para LGBTQIA+, mulheres e censo de filiados.
O PT adiou a discussão de reformas internas no estatuto e no programa partidário, que estavam planejadas para o congresso Nacional. A decisão ocorreu nesta quinta-feira (23/4), e o encontro começou nesta sexta (24/4) em Brasília. O objetivo é manter o foco da sigla na campanha de reeleição de Lula até o fim do evento.
A oitava edição do congresso, que vai até este domingo (26/4), passará a priorizar estratégias eleitorais e diretrizes para o programa de campanha. Dirigentes afirmam que o atraso evita que mudanças internas sejam influenciadas pelo clima da eleição de outubro.
Entre os temas que ficariam para 2027 está a reforma do estatuto e do programa. Parte da bancada defendia ampliações para financiamento de minorias e mecanismos de proteção dentro da sigla. A ideia é manter a pauta central em 2027, quando o ambiente político permitir maior debate.
A proposta de reforma do programa partidário, elaborada por figuras como o ex-ministro José Dirceu, previa seis frentes, incluindo mudanças no Poder Judiciário para aumentar transparência e controle público. Também apontava ajustes econômicos e institucionais, com foco em desenvolvimento nacional.
Segundo dirigentes, elementos da pauta podem aparecer no manifesto final, divulgado no domingo. Há sinalização de manter pautas como reforma do Judiciário e referências à taxa Selic no texto final do congresso.
Reformas internas e proteção a minorias
Parcialmente, militantes defenderam ampliar financiamento e mecanismos de proteção a minorias dentro do partido. Grupos do movimento negro sugeriram reservar 5% do fundo partidário para políticas de igualdade racial e combater fraudes em candidaturas negras.
Outros setores defendiam aumento de espaço para a militância LGBTQIAPN+. A proposta incluía cota específica para financiar candidaturas, com previsão de elevar repasses do fundo eleitoral, já existentes, de 3% para 5%.
Também houve pleitos para ampliar a presença de mulheres em cargos executivos e criar um censo nacional de filiados, com o objetivo de fortalecer a representatividade interna.
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