- O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou formalmente Cole Tomas Allen, 31 anos, de tentativa de assassinato contra o presidente Donald Trump, após um ataque durante um jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca em Washington.
- Allen também é acusado de dois crimes relacionados à posse de arma de fogo e pode pegar prisão perpeta caso seja condenado; segundo a promotoria, ele viajou de trem de Los Angeles a Chicago com uma espingarda, uma pistola e três facas.
- O ataque ocorreu na noite de sábado, no hotel Hilton, quando ele ultrapassou o perímetro de segurança, efetuou disparos e foi imobilizado por agentes de segurança; não cheg com o salão onde Trump estava sentado.
- Um mandado de busca na residência de Allen na Califórnia resultou na apreensão de um bilhete em que ele expressa grande raiva contra o governo Trump; o texto afirma que figuras da administração eram os alvos.
- Foi o terceiro atentado de natureza semelhante contra Trump, após um disparo durante comício na Pensilvânia em julho de 2024 e a descoberta de uma pessoa com rifle no campo de golfe do presidente na Flórida, em setembro do mesmo ano; a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, atribuiu parte do agravamento da violência política ao discurso público contra Trump.
O Departamento de Justiça dos EUA formalizou nesta segunda-feira, 27, a acusação contra o atirador que invadiu o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca. Cole Tomas Allen, de 31 anos, natural da Califórnia, é acusado de tentativa de assassinato contra o presidente Donald Trump, além de dois crimes relacionados à posse de armas. Caso seja condenado, pode pegar prisão perpeta.
Allen chegou a Washington, DC, vindo de Los Angeles com escala em Chicago, para o ataque. Segundo o promotor federal, ele portava uma espingarda, uma pistola e três facas. O ataque ocorreu na noite de sábado, durante o jantar no hotel Hilton, quando Trump estava presente. O atirador ultrapassou o perímetro de segurança, iniciou uma série de disparos, porém não chegou ao salão de baile onde o presidente já se encontrava.
Após cumprir mandado de busca na residência do suspeito na Califórnia, as autoridades encontraram um bilhete escrito por Allen, no qual o réu expressa forte hostilidade ao governo e ao próprio Trump. O documento sugere que as figuras da atual administração teriam sido alvos, segundo o material analisado pela imprensa.
Investigação e desdobramentos
A polícia federal aponta que o suposto plano tinha como objetivo um assassinato político, com a intenção de atingir o líder norte-americano. O incidente é descrito como o terceiro ataque desse tipo envolvendo Trump desde julho de 2024. Em julho, houve disparos durante um comício, e em setembro, um homem foi flagrado com um rifle no campo de golfe do presidente na Flórida.
A assessoria da Casa Branca informou que a porta-voz Karoline Leavitt atribuiu grande parte da violência política ao que chamou de culto ao ódio promovido pela esquerda, além de críticas que, segundo ela, contribuíram para feridos e mortes. Ela afirmou que houve demonização de Trump e de apoiadores do presidente.
Repercussões
O presidente e a primeira-dama, Melania Trump, bem como o vice-presidente eleito J. D. Vance, receberam escolta para fora do hotel Hilton por agentes do Serviço Secreto, sem feridos. A investigação segue para esclarecer motivações, plano e responsabilidade de qualquer outra pessoa envolvida no episódio.
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