- O presidente do Partido Progressista, Ciro Nogueira, afirmou que a eleição presidencial será decidida na margem de erro e não haverá espaço para a terceira via enquanto Lula e Bolsonaro estiverem vivos.
- Nogueira disse que, após eleições anteriores, a rejeição a Bolsonaro ou a Lula tende a direcionar o voto, caracterizando este pleito como uma disputa de rejeição.
- Ele afirmou que o candidato Flávio Bolsonaro pode vencer se mirar a frente e não perder tempo debatendo Lula, destacando a necessidade de unificar o país.
- Segundo ele, a eleição será definida por cerca de 13% do eleitorado que decide o pleito, com o centro-direita e o centro tendo potencial para vencer, em especial por atuação em Minas Gerais e São Paulo.
- O dirigente participou de um jantar em São Paulo organizado pelo grupo Esfera Brasil; segundo ele, as pesquisas apontam esse núcleo decisivo, e não viu o escândalo do Banco Master como algo decisivo para o resultado.
O presidente do PP, senador Ciro Nogueira, afirmou que a eleição presidencial será decidida pela margem de erro, com menor espaço para a chamada terceira via desde que Lula possa retornar ao poder e Bolsonaro permaneça ativo na política. A avaliação é de que a polarização entre as duas lideranças tende a definir o pleito.
Nogueira participou de um jantar de empresários em São Paulo, organizado pelo grupo Esfera Brasil. Estiveram presentes Renata Abreu, presidente nacional do Podemos, e Paula Coradi, presidente do PSOL. O senador afirmou que Flávio Bolsonaro teria chances maiores se apresentasse um projeto de unidade nacional e foco no futuro do Brasil.
Cenário e leituras do processo eleitoral
De acordo com informações a que teve acesso, o eleitorado decisivo representa cerca de 13% do total. A leitura é de que aproximadamente 44% tendem a votar pela esquerda e 43% pela direita desde eleições anteriores. O peso do interior, especialmente Minas Gerais e São Paulo, é apontado como determinante para o equilíbrio entre centro, direita e eventuais cenários.
Desdobramentos e perspectivas
Ciro Nogueira disse que o jogo pode mudar se houver foco em propostas de unificação nacional, em vez de permanecer em disputas entre Lula e Bolsonaro. Ele citou que o período de campanha deve mirar o futuro e a coesão do país, descartando 8 de janeiro como tema central. O tema do Banco Master foi citado como não decisivo para a eleição, segundo o senador.
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