- O presidente do PP, senador Ciro Nogueira, disse que não há espaço para terceira via na disputa presidencial enquanto Lula e Bolsonaro “forem vivos”, em evento em São Paulo.
- Ele afirmou que, historicamente, houve quatro grandes líderes e que, com dois competindo, não existe espaço para uma terceira via.
- Sobre Flávio Bolsonaro, o senador disse que ele tem chances de vencer, mas pode perder apoio se insistir no “discurso” dos Estados Unidos, citando declarações feitas em Texas.
- Nogueira rejeitou a possibilidade de vitória de outros nomes da direita e centro-direita, como Romeu Zema e Ronaldo Caiado.
- O parlamentar citou uma PEC envolvendo o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que poderia ampliar a cobertura de 250 mil reais para 1 milhão, mencionada em mensagens associadas ao Banco Master.
O presidente do PP e senador pelo Piauí, Ciro Nogueira, disse que não vê espaço para uma terceira via na disputa presidencial enquanto Lula e Jair Bolsonaro estiverem vivos. A declaração ocorreu durante um evento em São Paulo, na noite desta segunda (27).
Nogueira afirmou que, historicamente, o Brasil teve quatro grandes líderes, e, com Lula e Bolsonaro no cenário, não há espaço para uma terceira alternativa. O senador também comentou que Flávio Bolsonaro tem chances de vencer, desde que não adote posicionamentos de extrema direita ou repita discursos vistos nos Estados Unidos.
Ele criticou declarações de Flávio na ocasião, feitas em evento conservador no Texas, em março, quando o filho do presidente afirmou que Biden interferiu na eleição brasileira de 2022. O comentário de Nogueira aponta para impactos no pleito de outubro.
Potenciais cenários da direita
Nogueira foi questionado sobre a possibilidade de outras lideranças da direita e centro-direita vencerem em 2026, como Romeu Zema e Ronaldo Caiado, e disse não ver espaço para essa hipótese. O senador também defendeu corte radical do Estado e menor atuação estatal, associando a eleição de 2026 a um embate contra o que chamou de sistema.
O cientista político não descartou que o contexto financeiro seja utilizado como elemento de disputa, citando críticas à gestão pública. As discussões também tiveram menções a propostas que afetam o mercado financeiro, com referências a projetos de lei envolvendo o FGC.
Alianças e apoios no cenário paulista
No mesmo jantar, realizado no Jardim Europa, em São Paulo, participaram dirigentes de PSOL e Podemos. Paula Coradi reafirmou o apoio à candidatura de Haddad ao governo paulista e Marina Silva ao Senado, enquanto Renata Abreu confirmou aliança entre Podemos e centro-direita.
Abreu defendeu a reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e informou a formação de uma chapa para o Senado com Guilherme Derrite (PP) e possível indicação de André do Prado (PL). O Podemos também sinalizou posicionamento sobre disputas internas no partido.
Renata Abreu também reforçou que o Podemos está alinhado à centro-direita no espectro político. Paula Coradi manteve o apoio à candidatura de Haddad ao governo de São Paulo.
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