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Congresso decide nesta semana se mantém veto de Lula ao PL da Dosimetria

Congresso decide se mantém veto a PL da Dosimetria; mudanças podem reduzir penas de crimes de 8 de janeiro e acelerar progressão de regime

Congresso define nesta semana se mantém veto de Lula a PL da Dosimetria; entenda
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  • Congresso definirá nesta quinta-feira, às 11h, se derruba ou mantém o veto de Lula ao PL da Dosimetria.
  • A proposta muda a dosimetria, facilita a progressão de regime e amplia opções de remição, definindo punição mais grave quando há vários crimes no mesmo contexto, sem somar condenações.
  • Prevê que o tempo mínimo para progressão de regime seja um sexto da pena, com regras mais brandas para crimes contra o Estado democrático de direito.
  • Emenda de Sérgio Moro especifica redução de penas para crimes contra o Estado democrático de direito, ainda que haja violência ou grave ameaça; para outros delitos com violência, progressão é de 25% para réus primários e 30% para reincidentes.
  • Senador Esperidião Amin afirma que o projeto visa apenas os crimes do 8 de janeiro; há possibilidade de judicialização no STF, o que pode manter regras em vigor enquanto não há decisão definitiva.

O Congresso Nacional discute nesta semana se mantém ou derruba o veto de Lula ao PL da Dosimetria, que afeta os condenados por atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. O objetivo é redefinir a dosimetria das penas, facilitar a progressão de regime e ampliar possibilidades de remição.

A proposta tramita no parlamento após ter sido aprovada pela Câmara e pelo Senado, mas teve o veto mantido pelo presidente. A análise desta quinta-feira, 30, às 11h, envolve votação de maioria absoluta dos deputados e senadores para derrubar o veto.

Entre os pontos, o projeto determina a punição mais grave quando houver múltiplos crimes no mesmo contexto, não acrescentando as condenações. Também reduz o tempo mínimo da progressão de regime para um sexto da pena, em certos casos.

Pontos controvertidos dizem respeito a benefícios que poderiam alcançar condenados por 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão. A mudança tem potencial de reduzir penas e alterar o tempo de cumprimento de regimes.

A versão final traz uma emenda de redação de Sérgio Moro que restringe os ganhos de penas para crimes contra o Estado democrático de direito, mesmo com violência ou ameaça. Nesses casos, a progressão pode ocorrer com o cumprimento de um sexto da pena.

Especialistas ouvidos pelo Estadão apontam que a emenda não impede que a lei alcance outros delitos além dos previstos para 8 de janeiro. O relator no Senado, Esperidião Amin, afirma que a proposta visa apenas os crimes daquele dia, buscando evitar ampliação de benefícios.

Situação atual e próximos passos

O PL da Dosimetria foi aprovado na Câmara por 291 votos a 198 e no Senado por 48 a 25, antes de o veto ser anunciado. O tema volta à pauta para definição final sobre o veto manter ou derrubar, com leitura de votos prevista para a sessão desta semana.

O jornal ressalta que, se a lei entrasse em vigor, haveria redução do tempo mínimo para progressão de regime em determinadas situações, o que pode afetar a aplicação da legislação anterior à aprovação da chamada Lei Antifacção.

O caminho processual também é foco de debate. Existe a possibilidade de o PL da Dosimetria ser judicializado, levando o tema ao STF e, possivelmente, demorando anos para decisão final, mantendo regras em vigor até decisão definitiva.

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