- Deputados governistas, com apoio de parte do PT, defendem Paulinho da Força para a relatoria da PEC que propõe o fim da escala 6×1.
- A ideia visa um parlamentar de centro, para reduzir o risco de rejeição do texto no Congresso.
- Paulinho afirmou que, como presidente de partido, tem demandas eleitorais, mas não descartou a possibilidade de assumir a relatoria.
- Dentro do PT, há resistência; grupo defende indicação de um nome do partido ou aliado do governo para reforçar o protagonismo do Planalto.
- Paulo Azi (União Brasil) segue como opção, mas perdeu força após defender compensações fiscais; Reginaldo Lopes, autor da PEC, não pode acumular a função de relator.
Deputados governistas, incluindo uma ala do PT, passaram a defender nesta segunda-feira (27) a indicação do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) para a relatoria da PEC que propõe o fim da escala 6×1. A ideia é atribuir a função a um parlamentar de perfil de centro, visando reduzir o risco de rejeição do texto no Congresso.
Paulinho chegou a ser sondado. Interlocutores afirmam que, como presidente de partido, ele enfrenta demandas eleitorais que podem dificultar a dedicação ao tema, mas não descartou a possibilidade. A eventual escolha depende de acordo entre as lideranças.
Dentro do PT, porém, há resistência. Um grupo de parlamentares defende a indicação de alguém do próprio partido ou de um aliado do governo para manter o protagonismo do Planalto na proposta. Reginaldo Lopes (PT-MG), autor da PEC, não pode acumular a função de relator.
Paulo Azi (União Brasil-BA), que relatou a proposta na CCJ, permanece entre as opções, mas perdeu força após sustentar compensações fiscais a empresários, caso o texto seja aprovado. A leitura entre interlocutores é de perda de apoio técnico entre aliados.
Giro de bastidores
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deve se reunir com lideranças nesta terça-feira (28). A escolha do relator e do presidente da comissão especial está entre as pautas da reunião, segundo apuração. A definição depende de acordos entre as alas políticas.
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