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Fachin lança portal no CNJ para divulgar despesas de servidores

CNJ lança Portal Nacional de Passivos Funcionais para consolidar e divulgar verbas retroativas do Judiciário, após decisão do STF que limitou penduricalhos

Sistema vai concentrar dados sobre verbas retroativas devidas a servidores e padronizar divulgação nacional
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  • O Conselho Nacional de Justiça criou o Portal Nacional de Passivos Funcionais, assinado pelo ministro Edson Fachin, para divulgar despesas com servidores do Judiciário.
  • O portal vai consolidar valores retroativos ainda pendentes de pagamento, incluindo diferenças remuneratórias, parcelas retroativas e juros, oriundos de revisões normativas ou jurisprudenciais.
  • A iniciativa é desdobramento de decisão do Supremo Tribunal Federal, em 25 de março, que limitou 15 penduricalhos pagos aos servidores e definiu regras de transição.
  • Tribunais deverão enviar mensalmente ao CNJ os dados necessários à consolidação nacional, com informações como valor principal, mês de competência, atualização, juros e saldo remanescente.
  • O acesso aos dados será em formato acessível, com possibilidade de download; tribunais têm 60 dias para se adequarem às novas exigências.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) criou um portal para divulgar despesas com servidores do Poder Judiciário. A iniciativa partiu de uma resolução assinada pelo ministro Edson Fachin e foi publicada em 27 de abril. O objetivo é apresentar informações sobre passivos funcionais, incluídas verbas retroativas ainda pendentes de pagamento.

A medida resulta da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 25 de março, que extinguiu 15 penduricalhos e estabeleceu regras de transição para as verbas indenizatórias. O portal reunirá valores de períodos anteriores reconhecidos administrativamente ou judicialmente e cuja quitação ainda não ocorreu.

O ONIT, Observatório Nacional de Integridade e Transparência do Poder Judiciário, embasou a criação do portal. Ele concentrará dados de parcelas remuneratórias ou indenizatórias de naturezas diversas, com atualização monetária, juros e datas de pagamento.

Ao longo da divulgação, os tribunais deverão encaminhar mensalmente ao CNJ as informações necessárias para consolidar o banco de dados. O formato será acessível, com opção de download e integração aos portais de transparência existentes.

O público poderá consultar as informações de forma agregada, com detalhamento das parcelas, do montante pago e do saldo remanescente. O acesso mais específico seguirá o que determina a Lei de Acesso à Informação.

Transparência e funcionamento

Os tribunais terão 60 dias para se adaptarem às novas exigências. O portal contará com informações atualizáveis e permitirá acompanhar a evolução dos pagamentos das verbas retroativas.

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