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Justiça condena jornalista a indenizar colega por uso de cota racial

Justiça no Distrito Federal condena ex-comentaria a indenizar jornalista por afirmação sobre cotas raciais; indenização fica em R$ 8 mil

A comentaria Paula Schmitt, condenada a indenizar a jornalista Basília Rodrigues, por falas discriminatórias.
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  • A Justiça do Distrito Federal condenou Paula Schmitt a indenizar Basília Rodrigues em R$ 8.000 por afirmar que Basília chegou ao cargo por cotas raciais.
  • A fala ocorreu em novembro de 2023, durante comentário sobre a indicação de Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal.
  • Schmitt disse que Basília “entrou em uma cota também”, mantendo tom pejorativo e discriminatório, segundo o juiz.
  • O magistrado afirmou que o conteúdo excede o exercício regular da liberdade de expressão e atinge a honra e a imagem da jornalista.
  • A defesa informou que vai recorrer; a defesa de Basília celebrou a decisão, apontando abuso da liberdade de expressão e discriminação.

A justiça do Distrito Federal condenou a ex-comentarista Paula Schmitt a indenizar a jornalista Basília Rodrigues em R$ 8.000 por afirmar que a colega chegou ao cargo por meio de cotas raciais. A afirmativa foi veiculada em novembro de 2023, durante comentário sobre a indicação de Flávio Dino ao STF. A fala mencionou Basília Rodrigues, à época analista da CNN Brasil, alegando que ela também teria entrado por cota.

Segundo o tribunal, o tom utilizado pela comentarista foi pejorativo, depreciativo e discriminatório, ultrapassando os limites da liberdade de expressão e atingindo a honra da jornalista. O juiz considerou o conteúdo ofensivo e hostil, inadequado para a proteção constitucional da atividade jornalística, mesmo diante de debates sobre políticas de ação afirmativa.

A defesa de Basília Rodrigues foi representada pelo escritório Bottini & Tamasauskas, que celebrou a decisão, afirmando que houve uso indevido da liberdade de expressão para desqualificar a trajetória profissional da jornalista. A defesa de Paula Schmitt alegou que a acusação de racismo não se sustenta, citando vínculos com pessoas negras em seu círculo social, e afirmou que a decisão é lamentável e representa silenciamento de vozes no debate público. O grupo de Schmitt informou que vai recorrer da sentença.

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