Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Messias enfrenta resistência evangélica e apoio de Alcolumbre antes da sabatina

Messias depende de gesto de Alcolumbre para viabilizar sabatina no STF diante da resistência da bancada evangélica do Senado

O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado por Lula para uma vaga ao STF, durante audiência pública na corte
0:00
Carregando...
0:00
  • Jorge Messias enfrenta resistência da frente evangélica do Senado e depende de apoio do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, para a sabatina.
  • É preciso que ao menos quarenta e um dos oitenta e um senadores votem a favor em votação secreta, tarefa dificultada pela posição de Alcolumbre.
  • O bloco formado por PL, Novo e Avante, com dezoito senadores, já definiu voto contra Messias, erguendo a oposição mesmo entre evangélicos.
  • Mesmo com mobilização de líderes religiosos e de aliados do governo, parte da oposição avalia que a religião do indicado sozinho não garante votos.
  • Messias aguardava, até esta semana, a marcação da sabatina para quarta-feira, após passagem pela Comissão de Constituição e Justiça; o processo segue para votação no plenário.

Jorge Messias, indicado por Lula ao STF, ainda não angariou o apoio da frente evangélica do Senado, enquanto enfrenta dependência de Davi Alcolumbre para avançar na sabatina. O processo, iniciado após o anúncio de 1º de março, tem sido marcado por articulações e resistência interna.

O AGU precisa de ao menos 41 votos favoráveis em 81 senadores em votação secreta. A oposição interna aponta dificuldade devido à posição de Alcolumbre, que tem sinalizado cobranças ao governo para fechar apoio. Messias aguarda recebimento pessoal de Alcolumbre para destravar alianças.

A bancada religiosa do Senado, majoritariamente alinhada à direita bolsonarista, definiu diante de emaranhado político que votará contra Messias. Blocos do PL, Novo e Avante somam 18 senadores e já indicam orientação contrária, mesmo entre integrantes da frente evangélica.

Entre aliados de Messias, a defesa é de que o governo tem peso político suficiente para viabilizar a aprovação. Contas apontam que cargos em agências reguladoras, emendas parlamentares e o ano eleitoral influenciam as decisões, além da condução de Mendonça no passado, que enfrentou resistência, mas foi aprovado.

Quem sustenta Messias afirma que há uma tendência de aproximação entre Lula e Alcolumbre, após crise anterior, o que pode facilitar a sabatina. A articulação envolve também líderes religiosos e a promissora mobilização de parlamentares conservadores em favor do indicado.

Perspectivas para a sabatina

Nagiva dos últimos indicados mostra que as arguições costumam exigir horas de perguntas. Messias preparou-se para enfrentar temas como limites ao Judiciário, decisões da AGU e posicionamentos sobre questões constitucionais. A sabatina ocorrerá na quarta-feira, após aprovação na CCJ.

O placar no plenário fica em aberto e depende de gestos políticos de Lula e de Alcolumbre. O governo busca manter o apoio de parte da bancada para evitar derrota histórica, que marcaria a atuação recente da AGU diante de temas sensíveis.

A demora entre o anúncio e a sabatina, de 159 dias, é recorde entre os atuais ministros do STF. Analistas destacam que o atraso pode ter sido usado para intensificar a negociação com o Senado e buscar condições favoráveis para Messias.

A sabatina foi marcada para ocorrer na quarta, com conclusão no mesmo dia, conforme cronograma da Casa. Messias já passou pela CCJ e aguarda deliberação final, sob a supervisão de lideranças da base governista e da oposição.

Contexto

A aprovação de Messias envolve balanço entre forças políticas, religiosas e institucionais. Além das questões jurídicas, o governo tenta manter o relacionamento com o Congresso, essencial para avanços em pautas legislativas e nomeações futuras. O cenário permanece aberto.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais