- O presidente da Câmara, Hugo Motta, promete instalar nesta semana a comissão especial para debater a PEC que acaba com a escala 6×1.
- Há duas propostas em análise: uma que reduz a jornada de 44 para 36 horas semanais com transição de dez anos; outra que propõe transição de um ano para 4×3.
- O governo encaminhou ao Congresso um projeto de lei com regras menos ambiciosas: jornada de 40 horas, 5×2 e sem redução salarial.
- Motta mantém o cronograma da PEC e vê insegurança jurídica no formato do projeto de lei, indicando mudanças na comissão especial.
- Parlamentares pretendem concluir os trabalhos na comissão para votação no plenário da Câmara em maio, com objetivo de envio ao Senado até julho.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, prometeu instalar nesta semana a comissão especial que vai analisar a PEC que acaba com a escala 6×1. A etapa deve discutir o mérito do texto, ou seja, quais regras deverão constar na emenda constitucional.
As duas propostas em análise reduzem a jornada de 44 para 36 horas semanais. Reginaldo Lopes propõe transição de 10 anos; Erika Hilton defende 4×3 com transição de um ano. O governo encaminhou ao Congresso um projeto com 40 horas, 5×2 e sem redução salarial.
Motta sustenta que há insegurança jurídica no formato do projeto de lei e mantém o cronograma da PEC. Deputados afirmam que as PECs devem sofrer mudanças significativas na comissão especial, abrindo espaço para negociações.
O que está em jogo
Parlamentares de setores produtivos defendem a suposição de dias trabalhados, enfatizando que a discussão deve privilegiar as horas e evitar novas contratações. Empresas temem aumento de custos ao manter apenas o regime 4×3 ou mudanças rápidas.
Líderes da Câmara discutem ainda a viabilidade de uma transição para o regime de 40 horas. O governo sugere uma aproximação gradual, enquanto oposicionistas observam impactos distintos conforme o setor. A ideia é equilibrar produtividade e custos.
Prazos e próximos passos
A expectativa é concluir os trabalhos da comissão especial para votação no plenário em maio. Em seguida, a PEC precisa passar pelo Senado até julho para que o tema seja decidido antes do período eleitoral. As negociações devem girar em torno de compensações, se houver.
Representantes de frentes parlamentares destacam que o tema é sensível ao momento político e econômico. A discussão envolve impactos sobre produtividade, salários e competitividade, com participação de várias lideranças partidárias.
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