- Gaeco apresentou denúncia contra 23 envolvidos — policiais civis, advogados e empresários — ligados às operações Bazaar e Recidere, acusados de associação criminosa, fraude processual e corrupção na Polícia Civil de São Paulo.
- Segundo os promotores, o grupo atuou entre 2020 e 2025, teriam pago propinas somando cerca de R$ 33 milhões para evitar investigações sobre lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, com valores de propina que variavam entre centenas de milhares e milhões de reais em diferentes delegacias.
- A denúncia aponta lavagem de capitais de quantias bilionárias, estimadas em torno de R$ 4 bilhões, e aponta uso de “balcões de negócios” e de Relatórios de Inteligência Financeira para influenciar investigações.
- Entre os denunciados, nove eram policiais atuando no Deic, no DPPC e no 35º Distrito, e há um advogado com acordo de não persecução penal; oito acusados teriam atuado de forma sistemática desde 2020.
- As autoridades solicitam medidas cautelares, como proibição de afastamento da comarca, suspensão de função, monitoramento eletrônico, entrega de passaporte, recolhimento noturno, fiança de R$ 50 mil e bloqueio de R$ 35 milhões em bens de sete acusados; a Corregedoria da Polícia Civil acompanha o caso.
O Ministério Público de São Paulo apresentou denúncia contra 23 pessoas ligadas à Polícia Civil, advogados e empresários. A acusação envolve associação criminosa, fraude processual e corrupção ativa e passiva em operações vinculadas à Polícia Civil, entre 2020 e 2025.
Os promotores do Gaeco apontam que o grupo atuou para manter impunidade e favorecer práticas delitivas, com lavagem de capitais estimada em bilhões de reais. Propinas somaram cerca de 33 milhões de reais, pagas a policiais para evitar investigações.
Entre os denunciados, nove são policiais civis que atuavam no Deic, no DPPC e no 35º Distrito, conforme os promotores. As findings apontam desvio de procedimentos e uso de investigações como balcões de negócios.
A denúncia envolve, ainda, a suposta utilização de instrumentos de investigação como relatórios de inteligência financeira para sustentar as ações ilícitas, conforme detalhado pelo Gaeco. A defesa não foi localizada pela reportagem.
A Secretaria de Segurança Pública informou que a Corregedoria da Polícia Civil acompanha o caso e que não haverá tolerância com desvios de conduta. A instituição ressaltou que adotará medidas legais e disciplinares cabíveis se comprovadas irregularidades.
A operação Baazar, liderada pela Polícia Federal, mobilizou 25 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão preventiva em março de 2026. As ações ocorreram em diferentes setores da Polícia Civil e em empresas ligadas aos investigados.
O Ministério Público requereu medidas cautelares para os denunciados, incluindo proibição de deixar a comarca, contato restrito entre investigados, entrega de passaporte, recolhimento noturno, monitoramento eletrônico e fiança de 50 mil reais. O bloqueio de bens soma 35 milhões de reais.
A investigação aponta que, ao menos desde 2020, alguns acusados teriam usado a corrupção policial de forma sistemática para manter a impunidade e sustentar atividades criminosas ligadas a diversos setores, segundo o Gaeco.
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