- O Ministério Público de São Paulo denunciou 23 pessoas, incluindo policiais civis, por lavagem de dinheiro envolvendo a Polícia Civil e um esquema bilionário, ligado à Operação Bazaar.
- A denúncia, apresentada pelo Gaeco, afirma que o grupo pagava propina sistematicamente a agentes desde agosto de 2020, mantendo as operações mesmo após intervenção da Polícia Federal.
- A rede de corrupção alcançou áreas da Polícia Civil de São Paulo, como o DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania), o DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e o 16º Distrito Policial.
- A Promotoria defende a manutenção das prisões preventivas e de medidas patrimoniais já decretadas, além de propor tornozeleiras eletrônicas, entrega de passaportes e o bloqueio de bens de até R$ 5 milhões por pessoa.
- A SSP informou que a Corregedoria da Polícia Civil acompanha as investigações, reiterando que a instituição não compactua com desvios e tomará medidas legais caso as irregularidades sejam confirmadas.
O Ministério Público de São Paulo denunciou 23 pessoas, entre policiais civis, por participação em um esquema de lavagem de dinheiro que operava também dentro da Polícia Civil. A notícia foi divulgada nesta segunda-feira (27) e tem o Gaeco como responsável pela acusação, com base nas investigações da Operação Bazaar, deflagrada no início de março.
A denúncia aponta fraude processual, corrupção ativa e passiva e participação em organização criminosa. Os policiais são suspeitos de receber propina para manter o esquema em funcionamento, segundo o MP. Os pagamentos teriam ocorrido desde agosto de 2020 e continuaram mesmo após a atuação da Polícia Federal.
Segundo o Gaeco, a rede criminosa estendeu-se a diferentes áreas da Polícia Civil, incluindo o DPPC, o DEIC e o 16º Distrito Policial. A defesa do Ministério Público sustenta a necessidade de manter prisões preventivas e medidas patrimoniais já decretadas, além do uso de tornozeleiras eletrônicas e a retenção de passaportes para os denunciados.
Detalhes da acusação
O MP também cita tentativas de interferir na apuração, como substituição de dispositivos apreendidos e retirada de documentos relevantes. A expectativa é o bloqueio de bens e valores dos policiais, com teto de até 5 milhões de reais por pessoa, conforme a denúncia.
A Secretaria de Segurança Pública informou que a Corregedoria da Polícia Civil acompanha as investigações e coopera com o Ministério Público. A corporação afirmou que não compactua com desvios e adotará medidas legais e disciplinares cabíveis, caso haja confirmação de irregularidades.
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