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Operação prende seis suspeitos de infiltrar prefeituras de SP para lavar dinheiro

Operação Conaminatio prende seis suspeitos, bloqueia mais de R$ 513 milhões e aponta núcleo político para infiltrar-se em prefeituras e lavar recursos

Policiais durante diligências na manhã desta segunda-feira (27); operação prendeu seis pessoas suspeitas de se infiltrar em prefeituras para lavar recursos do tráfico
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  • Seis suspeitos foram presos durante operação da Polícia Civil de São Paulo, deflagrada nesta segunda-feira, com 22 mandados de busca e apreensão em sete cidades do estado e em Goiânia, Brasília e Londrina.
  • A investigação aponta que o grupo se infiltrava em prefeituras para lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas, por meio de uma fintech criada para operar serviços financeiros municipais.
  • A Justiça autorizou o bloqueio de mais de R$ 513 milhões em bens ligados aos investigados.
  • A ação, chamada Conaminatio, foi liderada pela Delegacia Geral de Investigações sobre Entorpecentes de Mogi das Cruzes, originada de indicativos de 2024 sobre um sistema de movimentação financeira ilícita.
  • O grupo formou um “núcleo político” para acessar recursos públicos e ampliar o alcance do crime organizado, incluindo estratégias para influenciar eleições com apoio a candidaturas alinhadas aos seus interesses.

Uma operação da Polícia Civil de São Paulo prendeu seis suspeitos de se infiltrar em prefeituras para lavar recursos recebidos do tráfico de drogas. A ação, deflagrada nesta segunda-feira (27), contou com 22 mandados de busca e apreensão em sete cidades do estado, além de Goiânia, Brasília e Londrina. Os policiais cumpriram as medidas com o objetivo de interromper o esquema de lavagem de dinheiro e de financiamento de atividades ilícitas.

A investigação aponta que o grupo criou um “núcleo político” para acessar recursos públicos e ampliar a atuação do crime organizado. Os mandados foram cumpridos em cidades como São Paulo, Ribeirão Preto, Guarulhos, Santo André, Mairinque, Campinas e Santos, bem como em Goiânia, Brasília e Londrina. Ao todo, cerca de R$ 513 milhões foram bloqueados em bens dos investigados.

A operação Conaminatio é resultado de uma primeira ação de 2024, na qual dispositivos eletrônicos apreendidos indicaram um complexo sistema de movimentação financeira ilícita. A Dise de Mogi das Cruzes conduz as apurações, que identificaram evoluções no esquema e a criação de estruturas para camuflar a origem do dinheiro.

Estrutura do esquema e atuação

Conforme a SSP, o grupo avaliou estratégias para ampliar ganhos e obter aparência de legalidade para os recursos. Entre as táticas havia a tentativa de influenciar eleições por meio de apoio ou financiamento a candidaturas alinhadas aos interesses do grupo, além da utilização de uma fintech para gerenciar serviços de prefeituras.

Entre os suspeitos, não há mandatos eletivos. A operação também apura a participação de uma funcionária comissionada, entre outros funcionários públicos na Baixada Santista, na Grande São Paulo e no interior. A SSP não revelou detalhes sobre cargos ou locais exatos de atuação.

Segundo o delegado Fabrício Intelizano, responsável pela investigação, houve uma estrutura sofisticada voltada a lucrar com atividades ilícitas e a infiltrar-se em esferas do poder público para potencializar ganhos. O grupo buscava contratos de prestação de serviços voltados a gerir pagamentos, boletos e receitas municipais.

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