- A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, a Operação Mare Liberum, que mira esquema de corrupção na alfândega do porto do Rio de Janeiro, com atuação também no Espírito Santo.
- O alvo são servidores públicos e operadores do setor portuário envolvidos na facilitação de contrabando e descaminho.
- A ofensiva apura pagamento de propina para liberação irregular de cargas.
- Cerca de 17 mil declarações de importação apresentam suspeitas de fraude, segundo as investigações.
- O esquema movimentou aproximadamente R$ 86,6 bilhões em mercadorias entre julho de 2021 e março de 2026.
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 28, a Operação Mare Liberum, contra esquema de corrupção na alfândega do Porto do Rio. A ação ocorre no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, envolvendo servidores públicos e operadores portuários. O objetivo é coibir facilitação de contrabando e descaminho com pagamento de propina para liberação irregular de cargas.
Segundo as investigações, as irregularidades acometem o porto do Rio de Janeiro, com indícios de pagamentos para acelerar ou permitir a saída de mercadorias sem a devida documentação. A operação mira o funcionamento de redes que atuavam na área portuária.
A apuração aponta que quase 17 mil declarações de importação apresentaram suspeita de fraude. O montante movimentado seria de cerca de R$ 86,6 bilhões em mercadorias entre julho de 2021 e março de 2026.
Desdobramentos e próximos passos
A PF informou que as diligências continuam em diferentes fases, com cumprimento de mandados de busca e apreensão. Não houve informações sobre prisões, nem quais novos indícios deverão ser apresentados ao longo das investigações. A imprensa foi credenciada apenas às informações oficiais disponíveis até o momento.
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