- O atentado ocorreu no sábado, 25, em Cajibío, Cauca, na rodovia Pan-americana, com explosivo lançado sobre um ônibus e destruição de outros veículos, resultando em pelo menos 20 mortos, todos civis. Entre as vítimas estão 15 mulheres e 5 homens, todos maiores de idade, e há cinco corpos ainda não identificados.
- A ação aconteceu em El Túnel, trecho da Pan-americana, e as autoridades associam o ataque ao EMC (Estado-Major Central), com a coluna Jaime Martínez apontada como responsável.
- O governo informou reforço das operações em Cauca, com mais de 13 pelotões de cavalaria blindados, 12 de infantaria e capacidades policiais, além de oferecer recompensas de até 5 bilhões de pesos por Marlon e outros valores por Max Max, Yogui e informações que ajudem a evitar novos atentados.
- O presidente Gustavo Petro declarou que os responsáveis são terroristas, fascistas e narcotraficantes, identificados pela inteligência; partidos e candidatos criticaram estratégias de segurança e as medidas do governo.
- O ataque ocorre pouco antes das eleições presidenciais previstas para 31 de maio, em meio a tensões políticas e a violência na região sudeste do país.
O ataque ocorrido no sábado 25, na região de Cajibío, Cauca, foi registrado como o mais fatal desde a assinatura do acordo de paz com as FARC. Um cilindro explosivo atingiu um ônibus na rodovia Pan-americana, provocando uma cratera enorme e destruição de pelo menos 15 veículos. O resultado inicial apontou 7 mortos, com o número aumentando ao longo das horas.
Segundo o Instituto de Medicina Legal, a lista de vítimas inclui 15 mulheres e 5 homens, todos adultos. O órgão informou que mantém trabalhos para entregar cinco corpos às famílias, ainda não identificados. A área atingida é reconhecida pela histórica violência ligada ao transporte de cocaína na região.
O ataque ocorreu no ponto denominado El Túnel, no município de Cajibío, e o Exército identificou o movimento de um bloqueio de uma unidade terrorista na Pan-americana, a aproximadamente 2 quilômetros do local. A atuação foi atribuída à coluna Jaime Martínez, parte do EMC, grupo dissidente das FARC.
O governo colombiano, por meio do Ministério da Defesa, promete ampliar operações em Cauca para proteger a população e capturar os responsáveis. Mais de 13 pelotões de cavalaria blindados, 12 de infantaria e reforços policiais foram acionados, conforme comunicado oficial.
Para incentivar denúncias e facilitar a captura dos envolvidos, as autoridades anunciaram reajustes de recompensas. Até 5 bilhões de pesos são oferecidos pela liderança da dissidência conhecida como Marlon, com valores menores para outros integrantes da mesma linha de atuação. Também há prêmios de até 200 milhões de pesos para informações que ajudem a evitar novos atentados.
Na esfera política, o ataque gerou embates entre candidatos à presidência. Um postulante do bloco governista comentou que há apreensão sobre uso do episódio para favorecer setores de direita no pleito. Já adversários criticaram a atual estratégia de paz do governo, sem apresentar provas para sustentar as acusações.
Enquanto isso, o governo mantém o tom de condenação e enfatiza a necessidade de ações firmes contra os grupos armados. O foco das autoridades é reduzir a violência e garantir a segurança das comunidades afetadas pela ofensiva recente no sudeste do país.
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