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Polícia SP investiga atuação do crime organizado na gestão pública e campanhas

Polícia investiga infiltração do crime organizado na administração pública e em campanhas; fintechs seriam usadas para lavar dinheiro do tráfico, com bloqueio superior a R$ 513 milhões

Polícia SP investiga presença do crime organizado na administração pública e em campanhas políticas
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  • A Polícia Civil de São Paulo investiga infiltração do crime organizado na administração pública e em campanhas, com o PCC tentando usar fintechs para lavar dinheiro do tráfico em prefeituras.
  • A ação da Dise de Mogi das Cruzes prendeu seis suspeitos e cumpriu vinte e dois mandados de busca e apreensão em cidades paulistas, além de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Distrito Federal e Londrina.
  • O grupo pretendia administrar taxas e impostos municipais em cidades onde membros da facção teriam infiltração, com remuneração pelo serviço e possível lavagem dos valores.
  • Há indicação de um núcleo político da organização, com apoio e financiamento de candidaturas; a Justiça bloqueou mais de R$ 513 milhões dos investigados.
  • o caso é desdobramento de operação de agosto de 2024, que bloqueou R$ 8 bilhões.

A ação da Polícia Civil de São Paulo investiga infiltração do crime organizado na administração pública e em campanhas políticas. O foco é o PCC, que planejava usar fintechs para lavar dinheiro do tráfico em prefeituras paulistas. A operação foi realizada pela Dise de Mogi das Cruzes.

Quatro a seis suspeitos foram presos, e 22 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cidades de São Paulo, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Distrito Federal e Londrina. Celulares, documentos e carros de luxo avaliados em mais de 1 milhão de reais foram apreendidos.

A investigação aponta um núcleo político da organização, com apoio e financiamento de candidaturas. O Ministério Público bloqueou mais de 513 milhões de reais dos investigados. O caso é desdobramento de uma operação de agosto de 2024, que bloqueou 8 bilhões de reais.

Desdobramentos e contexto

A apuração envolve o projeto de administrar taxas e impostos municipais em cidades com infiltração de integrantes da facção. Segundo o delegado, os investigados pretendiam lucrar com o serviço prestado aos municípios e, ao mesmo tempo, lavar valores obtidos com atividades criminosas.

As autoridades destacam que o objetivo era ampliar o alcance da lavagem de dinheiro e manter ganhos consistentes com a prática. A investigação continua para apurar a extensão da contaminação do crime organizado no serviço público.

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