- Dentre cinco governadores ditos bolsonaristas, apenas Jorginho Mello, de Santa Catarina, está plenamente alinhado com a campanha de Flávio Bolsonaro; os demais adotam postura neutra nas redes.
- Celina Leão, do Distrito Federal, permanece em cima do muro por manter ligação próxima com Michelle Bolsonaro, que ela vê como opção melhor para a Presidência.
- Tarcísio de Freitas, que esperava ser o escolhido por Jair Bolsonaro, acabou aceitando a decisão do pai e, somente recentemente, apareceu ao lado de Flávio em evento do setor agropecuário, elogiando o senador.
- Otaviano Pivetta e Eduardo Riedel disseram apoio, mas não exibiram isso de forma pública nas redes.
- O caso ocorre após cobrança de Carlos Bolsonaro por maior engajamento de aliados; Zema lidera pesquisas entre ex-governadores, mas ainda está longe dos principais nomes.
Um levantamento divulgado pelo jornal O Globo indica que, entre cinco governadores bolsonaristas, apenas Jorginho Mello, de Santa Catarina, está plenamente engajado na campanha de Flávio Bolsonaro.
Os demais, Tarcísio de Freitas, Celina Leão, Otaviano Pivetta e Eduardo Riedel, adotam postura neutra nas redes sociais e raramente mencionam o candidato do PL.
Celina Leão, do Distrito Federal, justifica a neutralidade pela proximidade com Michelle Bolsonaro, considerada por ela como opção viável para a eleição presidencial. Tarcísio, por sua vez, aguardava ser indicado por Jair Bolsonaro, mas o ex-presidente indicou o filho. Publicamente, o governador paulista só se manifestou ao lado de Flávio ontem, em evento agropecuário, elogiando o senador e até tocando berrante.
Pivetta e Riedel também declararam apoio, porém não sinalizaram isso nas redes sociais. A cobrança de engajamento partiu do vereador Carlos Bolsonaro, que pediu mais atuação de aliados do Legislativo e de prefeitos, mas não citou os governadores.
Cenário político e desdobramentos
Flávio Bolsonaro consolidou-se como principal nome da oposição, mesmo com atritos entre Romeu Zema e o STF. A última pesquisa Nexus aponta Zema com 5% de intenções de voto, ainda longe dos líderes. A direita tenta retomar o poder após 2022, sem perder tempo com disputas internas.
O comentário sobre o quadro foi feito em contexto de colunismo político, destacando a dificuldade de alinhamento entre lideranças regionais e a estratégia de campanha do irmão de Jair Bolsonaro. O texto reforça a importância de ações coordenadas para o desempenho eleitoral dos aliados.
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