- A Procuradoria Eleitoral afirma que não há provas suficientes de elo entre facções criminosas e a eleição para a Prefeitura de João Pessoa em dois mil e vinte e quatro.
- O julgamento, iniciado no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, foi atrasado por pedido de vista e deve retornar na próxima segunda-feira.
- A ação envolve a Operação Território Livre, que apurou suspeitas de aliciamento violento de eleitores em áreas controladas por facções.
- A chapa liderada por Cícero Lucena, então no PP e atual MDB, foi eleita, mas Cícero renunciou para concorrer ao governo da Paraíba; pode haver inelegibilidade.
- O procurador regional eleitoral destacou gravidade do caso, mas reiterou que não houve ligação comprovada entre nomeações na prefeitura e a candidatura majoritária.
O Ministério Público Eleitoral afirma que não há provas suficientes de elo entre facções criminosas e a eleição para a Prefeitura de João Pessoa (PB) em 2024, quando a chapa liderada por Cícero Lucena foi eleita. A declaração ocorreu durante sessão no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE), que iniciou o julgamento das ações associadas à Operação Território Livre.
O TRE analisa ações de investigação judicial eleitoral movidas pelas campanhas de Marcelo Queiroga (PL) e Ruy Carneiro (Podemos). As ações utilizam investigações da Polícia Federal sobre suposto aliciamento violento de eleitores por facções na cidade. A análise deve definir se houve conduta irregular ligando votos a grupos criminosos.
A sessão foi suspensa após um pedido de vista do juiz Rodrigo Clemente de Brito, e deve ser retomada na segunda-feira seguinte. O Ministério Público reiterou que, embora haja indícios de infiltração de pessoas ligadas a facções na prefeitura, não ficou comprovado o vínculo direto entre essas nomeações e a candidatura majoritária.
Cícero Lucena, do MDB, foi prefeito de João Pessoa entre 2021 e 2026 e disputava a reeleição quando a Operação Território Livre estourou em outubro de 2024. Na ocasião, assessores da gestão e a primeira-dama foram alvo de investigações, com a prisão da esposa de Lucena sendo revogada posteriormente.
Na época, Lucena afirmou em entrevistas que houve uso político de instituições para influenciar a campanha. Ele renunciou ao cargo de prefeito ao assumir a candidatura ao Governo da Paraíba, abrindo espaço para a posse de Leo Bezerra (PSB). A hipótese de inelegibilidade pode afetar futuras eleições.
A Procuradoria Regional Eleitoral destacou a gravidade do caso, mas ressaltou a falta de provas suficientes para cassar a chapa Lucena-Bezerra. As investigações continuam a ser analisadas pelo TRE, com decisões previstas para os próximos dias.
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