- PT, PV e PC do B protocolaram ação no Tribunal Superior Eleitoral para tirar do ar o perfil de IA chamado Dona Maria, considerado campanha antecipada.
- O perfil, com mais de 750 mil seguidores no Instagram, critica o governo Lula e o Poder Judiciário; é apresentado como criado por IA e usa a imagem de uma senhora idosa negra.
- Os partidos apontam que, apesar de o perfil dizer não ser de alguém real, não fica claro que foi produzido por IA, podendo confundir-se com uma pessoa de verdade.
- A defesa dos partidos sustenta que o conteúdo possui viés político, atuando como propaganda, com críticas ao Supremo Tribunal Federal e elogios a Jair Bolsonaro e apoiadores.
- O dono da página chamou a ação de desespero, dizendo que Dona Maria quer apenas gravar e reclamar da vida, sem intenção de envolvimento com política.
O PT, PV e PC do B entraram com uma ação por campanha antecipada junto ao Tribunal Superior Eleitoral para tirar do ar o perfil de IA Dona Maria. A iniciativa aponta abuso de comunicação política e risco de confusão com pessoas reais. A ação foi protocolada recentemente.
Segundo a representação, o perfil utiliza a imagem de uma senhora idosa e negra de forma realista, o que pode induzir o público a acreditar que se trata de uma pessoa de carne e osso. O material já acumula grande alcance nas redes, especialmente no Instagram, com mais de 750 mil seguidores.
Os partidos argumentam que a identidade do criador não fica clara em todas as publicações, o que facilita a desinformação. Também afirmam que o conteúdo faz ataques ao presidente Lula, ao STF e aos ministros, enquanto exalta Jair Bolsonaro e apoiadores.
Contexto da ação
Ao comentar a medida, o dono da página classificou a decisão como desespero e disse que Dona Maria não merece perseguição. Ele afirmou que a personagem é criada com IA e que seu objetivo é retratar a realidade dos brasileiros sem identidade oficial.
A defesa dos partidos sustenta que a ferramenta é usada deliberadamente para propaganda política, com possíveis crimes contra a honra, sob anonimato e com descontextualizações. O TSE ainda não divulgou data de julgamento ou decisão final.
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