- Messias será sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado pela manhã de 29 de abril, enquanto busca um encontro com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que permanece em silêncio sobre a nomeação.
- Antes da sabatina, Messias visitou cerca de setenta e sete dos oitenta e um senadores, incluindo oposicionistas; Alcolumbre não recebeu a visita e prefere Rodrigo Pacheco para a cadeira.
- Um jantar organizado por Lucas Barreto gerou ruído político, o que contribuiu para manter o encontro entre Messias e Alcolumbre fora de vista até o momento.
- Na CCJ, Messias precisa de maioria simples para seguir no processo; no plenário do Senado ele precisará de pelo menos 41 votos dos 81, e a reportagem aponta pelo menos 47 votos já garantidos.
- A indicação foi feita pelo presidente Lula em 20 de novembro de 2025 após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso; o caminho até a sabatina sofreu atraso de 131 dias, com articulações em curso entre governo e lideranças do Senado.
Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula ao STF, chega à sabatina na CCJ do Senado prevista para a manhã desta quarta-feira (29/4). A expectativa é de que o ministro da AGU seja submetido à avaliação de uma maioria simples na comissão, antes de ir ao plenário, onde precisa de 41 votos.
A ausência de contato com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ganha destaque nos dias que antecedem a sabatina. O parlamentar amapaense prefere manter silêncio sobre o tema desde a indicação, ocorrida em 20 de novembro de 2025, e não recebeu o candidato para reunião. Messias já visitou 77 dos 81 senadores, inclusive da oposição, mas não obteve encontro com Alcolumbre.
A Câmara alta tem observado ruídos políticos que cercam a indicação. Um jantar organizado por Lucas Barreto, adversário de Alcolumbre no Amapá, provocou desconfiança entre parte do grupo governista. Ao todo, 38 senadores participaram do jantar, com voto declarado em Messias.
Caminho até a sabatina
A sabatina na CCJ depende da maioria simples entre os presentes. Se aprovada, a indicação segue para o plenário, onde o apoio mínimo é de 41 votos. Segundo levantamento da imprensa, Messias conta com pelo menos 47 votos já assegurados.
Contexto e articulações
A indicação ao STF foi recebida com cautela por parte de aliados. Em meio às tratativas, Lula tem intensificado ações para viabilizar o apoio ao nome na CCJ, mantendo conversas com lideranças do Senado sobre o andamento do processo. Não houve tempo hábil para viabilizar encontros entre Messias, Alcolumbre e Lula antes da sabatina.
Desdobramentos esperados
As próximas horas devem esclarecer o desfecho da sabatina. Caso haja aprovação na CCJ, o nome segue para o plenário, onde o resultado dependerá do alinhamento entre as bancadas. A data da votação no plenário ainda não foi oficialmente anunciada.
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