- O Supremo Tribunal Federal abriu licitação de até R$ 249.928,56 para monitorar redes sociais por um ano.
- O objetivo é acompanhar o que é publicado sobre julgamentos e ministros e analisar o sentimento das postagens.
- O contrato prevê monitoramento diário e ininterrupto, com mínimo de trinta alertas diários e máximo de duzentos e noventa e nove por dia, incluindo data, horário, texto, curtidas e classificação de sentimento (positivo, negativo ou neutro).
- Os relatórios mensais devem mapear os principais formadores de opinião, com análise de influência e repercussão.
- A medida ocorre em meio a uma crise de imagem do STF, com pesquisa que aponta desconfiança e percepção de poder excessivo; especialistas destacam a necessidade de tratamento cuidadoso dos dados.
O STF abriu uma licitação de quase 250 mil reais para contratar serviços de monitoramento das redes sociais. O objetivo é acompanhar menções ao tribunal, aos ministros e avaliar o sentimento das publicações, por um período de 12 meses.
O edital prevê monitoramento diário e ininterrupto de menções sobre ministros e temas relevantes do Judiciário. O valor máximo é de 249.928,56 reais, com entrega de pelo menos 30 alertas diários e até 300 em um único dia.
Os alertas devem trazer data, horário, texto da postagem, número de curtidas e a classificação de sentimento das publicações. Relatórios mensais devem identificar formadores de opinião e o potencial de repercussão.
Contexto de imagem e avaliação pública
A licitação ocorre em meio a uma crise de imagem do STF, com pesquisa recente indicando queda de confiança na Corte e percepção de poder excessivo. Ainda não há informações sobre a empresa vencedora.
Especialista aponta que o monitoramento de órgãos públicos é comum, desde que seja feito com responsabilidade. A ideia é compreender o que é dito, respeitando a circulação de interpretações e o devido debate democrático.
O edital destaca a necessidade de dados para entender o impacto das decisões e a percepção pública. A empresa contratada deverá entregar, além dos alertas, análises de influência e alcance das discussões.
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