- Michel Temer afirmou que a polarização chegou ao STF e que Gilmar Mendes não deveria ter respondido às críticas de Romeu Zema.
- O ex-presidente disse que a crise de imagem da corte decorre da perda de diálogo entre poderes, caracterizando a polarização como radicalização.
- Temer afirmou que o STF não tem tanta culpa pela chamada ativismo judicial, atribuindo parte da tensão à atuação da Assembleia Constituinte de 1988.
- Zema tem feito vídeos críticos a Gilmar Mendes e Moraes; Gilmar acionou a PGR para incluir Zema no inquérito das fake news.
- No mesmo fórum em Itu, Kassab declarou que há pouca chance de Ciro Gomes ser presidente e pediu superação do momento de ódio, citando Caiado como opção de terceira via.
O ex-presidente Michel Temer afirmou que a polarização chegou ao Supremo Tribunal Federal e que Gilmar Mendes não deveria ter respondido às críticas feitas por Romeu Zema. A declaração ocorreu durante entrevista antes do Fórum Paulista de Desenvolvimento, em Itu, interior de São Paulo.
Temer disse que a crise de imagem da corte decorre da falta de diálogo no país, que ele enxerga como radicalização, e não apenas como disputa interna entre poderes. Ele ponderou que a polarização atinge diversos setores do Brasil.
Questionado sobre se o STF tomou partido na polarização entre os governos de Lula e Jair Bolsonaro, Temer afirmou que a radicalização pode se espalhar para várias instituições. Ele avaliou que a responsabilidade pelo ativismo judicial não é exclusiva da corte.
O ex-presidente também defendeu que o Supremo não é o principal culpado pela percepção de ativismo judicial, citando a Constituição de 1988, que levou temas a ser discutidos por esse tribunal. Ele ressaltou que o STF atua diante de temas apresentados pela Assembleia.
Temer apontou ainda que Gilmar Mendes não deveria ter respondido aos ataques recentes de Zema, que acusações de conchavos envolvendo Lula e o Congresso têm alimentado o debate. Zema divulgou vídeos com críticas a ministros.
O episódio envolvendo Zema se intensificou com novas publicações do ex-governador, incluindo sátiras em bonecos de IA voltadas a Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. A experiência resultou em pedidos de inclusão em inquérito pela PGR.
Também no Fórum, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse que é preciso superar o momento de ódio na política. Ele mostrou ceticismo sobre novas alianças com Zema e avaliou que a candidatura de Ciro Gomes tem pouca chance de vencer.
Kassab comentou ainda que o quadro de candidaturas pode estar definido, com Ciro Gomes possivelmente mirando o governo do Ceará e não a presidência. O dirigente enfatizou a existência de uma tendência de terceira via, sem confirmar mudanças no cenário.
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