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Temer diz que Gilmar Mendes não deveria ter respondido a Zema

Temer afirma que Gilmar Mendes não deveria ter respondido a Zema; mais respostas geram argumentos para contestação e a polarização atinge o STF

Ex-presidente Michel Temer falou a jornalistas durante evento em Itu
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  • Michel Temer afirmou que Gilmar Mendes não deveria ter respondido a críticas de Romeu Zema, argumentando que isso aumenta os argumentos de contestação.
  • O comentário de Temer ocorreu no Fórum Paulista de Desenvolvimento, em Itu (SP).
  • Zema, pré-candidato à Presidência, tem publicado críticas ao STF nas redes sociais, chamando ministros de “intocáveis” e a casta de “luxo”.
  • O embate ganhou força após Gilmar Mendes pedir a inclusão de Zema no inquérito das fake news, ligado a vídeos com sátiras aos ministros do STF.
  • Temer disse que o Supremo não tem tanta culpa na judicialização de temas políticos e citou a Constituição de 1988 como razão para a atuação do tribunal, ressaltando a importância do diálogo entre poderes.

Michel Temer avaliou nesta segunda-feira, 27, que Gilmar Mendes não deveria ter respondido às críticas feitas por Romeu Zema. O ex-presidente afirmou que o embate entre os dois sinaliza a polarização que envolve a Suprema Corte.

Segundo Temer, quanto mais Gilmar Mend​es reage, mais argumentos são criados para contestação. O ex-presidente falou à imprensa durante o Fórum Paulista de Desenvolvimento, em Itu (SP).

O conflito envolve Zema, que tem feito críticas ao STF nas redes sociais, chamando ministros de “intocáveis” e descrevendo a política pública como distante da realidade do brasileiro.

O capítulo recente teve início quando Mendes pediu a inclusão de Zema no inquérito das fake news, por compartilhar vídeo com sátira aos ministros, ligando esses temas às relações com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Zema manteve o tom crítico nas redes, enquanto Mendes deu entrevistas para responder às acusações de ativismo judicial, inclusive pela duração do inquérito.

Temer opinou que o desenho constitucional de 1988 favorece a judicialização de temas políticos, por tratar de quase todos os assuntos no STF, e citou a necessidade de diálogo entre os poderes para reduzir a radicalização.

Para o ex-presidente, a polarização decorre da insuficiência de diálogo institucional, tanto entre os Poderes quanto dentro deles, e não apenas de um único ator.

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