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Zema diz que ministro Moraes sabe que a situação dele já caiu

Zema cobra explicação de Moraes sobre contrato de R$ 129 milhões envolvendo escritório da esposa, em ataque com IA

Boneco de Zema usado em peças pré-campanha - (crédito: X/Reprodução)
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  • Zema, pré-candidato à presidência, divulgou vídeo com IA atacando ministros, incluindo Alexandre de Moraes, exigindo que ele explique contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa.
  • A peça mostra um boneco que simula Zema e canta, mencionando o contrato e dizendo que Moraes deve explicações sobre o valor ao Brasil; destaca que o acordo vigorou de fevereiro de 2024 a novembro de 2025, com pagamentos de R$ 3,5 milhões por mês, somando até R$ 129 milhões, encerrado após liquidação extrajudicial do Banco Central.
  • A menção a Vorcaro na narrativa busca desviar o foco de uma notícia-crime envolvendo Zema no inquérito das fake news, conforme pedido por Gilmar Mendes, também do STF.
  • A peça também coloca trecho com bonecos simulando Gilmar Mendes e Dias Toffoli, incluindo suposta suspensão de sigilos da CPI do Crime Organizado e referência ao resort Tayayá, adquirido por fundo ligado a Daniel Vorcaro.
  • Além das ações contra o STF, Zema defende a criação de um novo tribunal, com regras para parentes de ministros, idade mínima de sessenta anos e quinze anos de experiência, para tornar o STF uma “coroação de carreira irretocável”.

Romeu Zema (Novo), pré-candidato à presidência, voltou a atacar rivais na política por meio de um vídeo criado com inteligência artificial. O material, divulgado neste domingo (26/4), apresenta um boneco inspirado em Zema cantando e acusando o ministro Alexandre de Moraes, do STF, de ter que explicar um contrato de R$ 129 milhões envolvendo o escritório de advocacia da esposa.

No áudio-vídeo, o boneco que simula Zema faz menção ao contrato entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, o qual envolve Viviane Barci de Moraes e dois filhos. O acordo previa pagamento mensal de R$ 3,5 milhões, com valor total possível de até R$ 129 milhões ao longo de três anos, e foi encerrado após a liquidação extrajudicial do Banco Master determinada pelo Banco Central.

A peça também traz referências a um inquérito envolvendo fake news, com menção ao pedido de inclusão de Zema nesse inquérito apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, STF. O vídeo cita ainda uma suposta relação com o ministro Dias Toffoli e menciona a compra do resort Tayayá, ligado a Daniel Vorcaro, tentando conectar o caso a autoridades da Corte.

A produção ressalta que a ligação externa com Vorcaro tem o objetivo de desviar o foco de uma notícia-crime envolvendo o próprio Zema. Em tom de canção, o boneco questiona a necessidade de explicação pública sobre o contrato de R$ 129 milhões e aponta supostos abusos de poder.

O tema da crítica ao STF não é novidade na agenda de Zema. O ex-governador tem defendido, em propostas recentes, a criação de um novo Supremo Tribunal Federal, com maior controle de atos dos seus membros. Ele propõe uma Corte com regras de indicação mais rigorosas e com maior participação de juristas experientes.

Entre as propostas, Zema defende vedação de negócios jurídicos entre parentes de ministros, idade mínima de 60 anos para ingresso na corte e experiência mínima de 15 anos. O objetivo declarado é tornar as nomeações mais transparentes e reduzir a percepção de privilégios no sistema judiciário.

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