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Alcolumbre encontra Messias dias antes da sabatina, governo Lula aguarda reunião

Governo busca recepção formal de Messias para acelerar sabatina no Senado; Alcolumbre resiste, risco de crise política se indicação for rejeitada

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP)
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  • Davi Alcolumbre se encontrou informalmente, em Brasília, na semana passada, com Jorge Messias, indicado por Lula ao STF.
  • O governo federal cobra uma recepção formal de Alcolumbre para ajudar na aprovação de Messias; o ministro José Guimarães pediu institucionalmente que o presidente do Senado o receba.
  • Messias buscava agenda com o presidente do Senado sem sucesso; a sabatina está marcada para esta quarta-feira, 29, com ambiente de resistência.
  • Messias precisa de catorze votos na Comissão de Constituição e Justiça e de quarenta e um no plenário; estimativas apontam cerca de quarenta e quatro votos, suficientes para aprovação no teto mais baixo desde a redemocratização.
  • A oposição, que trabalha para dificultar a aprovação, afirma que o voto é secreto e que a indicação pode gerar crise política para o Planalto caso não seja confirmada.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, encontrou-se na semana passada em Brasília com Jorge Messias, indicado por Lula ao STF. O encontro foi informal, segundo relatos veiculados pela imprensa.

O governo federal cobra agora uma recepção institucional a Messias, visando facilitar a sabatina prevista para quarta-feira (29). A pauta continua com a expectativa de aprovação do indicado, apesar da resistência anterior de Alcolumbre.

Alcolumbre vinha se recusando a receber Messias desde o anúncio, em novembro, por discordar da escolha de Lula em relação a Luís Roberto Barroso. O senador desejava que Rodrigo Pacheco ocupasse a vaga.

Messias ainda não teve agenda formal com o Senado, e o governo busca uma reunião oficial para pavimentar votos favoráveis na CCJ e no plenário. A sabatina ocorre em meio a altas tensões políticas.

Jaques Wagner, líder do governo no Senado, afirmou que houve tentativa de reunião institucional, embora o encontro não tenha sido formalizado. Ele enfatizou que, se houve encontro, não seguiu os rituais esperados.

A indicação de Messias precisa de 14 votos na CCJ e de 41 no plenário. Há expectativa de que o indicado tenha cerca de 44 votos, o que manteria a aprovação dentro de patamar seguro desde a redemocratização.

A oposição, liderada por Rogério Marinho, sustenta que o voto é secreto e dependerá da convicção de cada senador. Os bolsonaristas fecharam questão contra a indicação, segundo ele, mas admitiu que o resultado é imprevisível.

Caso Messias seja rejeitado ou sofra derrota, a crise política pode se agravar para o Planalto em ano eleitoral. A última rejeição de um indicado pelo presidente ao STF ocorreu na Primeira República.

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