- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teve um encontro secreto com o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado por Lula ao STF.
- Na reunião, três ministros da Corte teriam defendido a condução de Messias ao Supremo; Alcolumbre não se posicionou, citando o rito do processo.
- Aliados de Messias avaliam que há votos suficientes no Senado para a confirmação, com possível apoio adicional de pessoas próximas a Alcolumbre.
- O entorno de Messias afirma que ele tem votos para ser confirmado, dependendo de eventuais apoios extras ligados a Alcolumbre; a conversa foi descrita como casual por quem conhece o assunto.
- Messias enfrentará sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e apreciação no plenário nesta quarta-feira; ele substitui Luís Roberto Barroso, que se afastou em outubro de dois mil e vinte e cinco, com o resultado esperado após cinco meses de espera.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), teve um encontro considerado secreto com Jorge Messias, advogado-geral da União indicado por Lula ao STF. A reunião contou com a participação de três ministros da corte, segundo relatos ao R7. Messias pediu apoio, mas Alcolumbre não respondeu, citando apenas o rito do processo.
A posição de neutralidade de Alcolumbre permanece. A avaliação entre aliados de Messias é que o encontro pode influenciar a adesão de senadores ao nome dele. Há quem estime até 15 votos a favor, ainda que dependam de apoios externos.
Entorno de Messias avalia que ele pode ter votos suficientes para a confirmação, com margem adicional caso haja adesão de parlamentares próximos a Alcolumbre. Nomes próximos ao presidente do Senado afirmam que a conversa foi casual e não houve ataque a uma estratégia específica.
Aval da sabatina
Messias enfrentará sabatina na CCJ do Senado e a aprovação no plenário, prevista para esta quarta-feira (29). O indicado substitui Luís Roberto Barroso, que se afastou do STF em outubro de 2025, segundo o anúncio oficial. O desfecho ocorrerá após cinco meses de espera.
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