- A Câmara Municipal do Recife rejeitou, nesta segunda-feira, o projeto de decreto legislativo que buscava conceder o título de Cidadão do Recife ao ator Wagner Moura.
- O PDL não atingiu o quórum de três quintos, ou seja, 23 apoios; foram 16 votos favoráveis e 7 contrários.
- O projeto é de autoria do vereador Carlos Muniz (PSB) e gerou divergências durante a sessão.
- O vereador Eduardo Moura (Novo) criticou a proposta, questionando qual benefício ela traria à população e se Moura mora no Brasil.
- A justificativa de Muniz é que Moura se destacou pelo papel em O Agente Secreto, filme ambientado no Recife, que elevou a cidade no cenário cinematográfico mundial.
A Câmara Municipal do Recife rejeitou nesta segunda-feira (27/4) o projeto de decreto legislativo que concederia o título de Cidadão do Recife ao ator Wagner Moura. O PDL, de autoria do vereador Carlos Muniz (PSB), não atingiu o quórum necessário de três quintos dos votos, equivalente a 23 apoios, apesar de ter recebido 16 votos favoráveis e 7 contrários durante a sessão plenária.
O debate dividiu opiniões entre os vereadores. Eduardo Moura (Novo) questionou a relevância do título para Moura, citando a ausência do ator no Brasil e sugerindo que o reconhecimento não traria benefícios diretos à população. O autor do PDL defendeu que a homenagem se sustenta na atuação de Moura no filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho e ambientado no Recife, destacando premiações internacionais e a relação do filme com a cidade.
Segundo a justificativa apresentada, o título de Cidadão do Recife é uma honraria concedida por Câmaras Municipais a pessoas nascidas fora da cidade que contribuíram de maneira relevante para o local. A decisão permanece como uma leitura do impacto cultural do cinema recifense e da influência de Moura na visibilidade da cidade para a indústria cinematográfica mundial.
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