- Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada entre 24 e 27 de abril, ouviu cinco mil oito pessoas; a margem de erro é de um ponto percentual e o levantamento está registrado no TSE.
- O desgaste do governo Lula se concentra na classe média, enquanto a base de menor renda permanece mais favorável ao presidente.
- Entre quem ganha até dois salários mínimos, Lula tem aprovação de quarenta e oito; desaprovação de cinquenta e um ponto? (Corrigir: O texto original indica 51,8% de aprovação e 47,1% de desaprovação.)
- Nas faixas de renda de dois mil a três mil, desaprovação chega a sessenta e cinco virgula um por cento, com aprovação de trinta e quatro vírgula dois por cento. De três mil a cinco mil, aprovação é de trinta e nove vírgula três por cento e desaprovação de sessenta por cento e seis vírgula seis por cento.
- Entre quem ganha acima de dez mil, desaprovação é de cinquenta e cinco vírgula cinco por cento e aprovação de quarenta e três vírgula nove por cento; aponta desgaste distribuído pelas faixas intermediárias.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (28), mostra desgaste do governo concentrado na classe média, enquanto a base de menor renda permanece relativamente favorável a Lula. O levantamento ouviu 5.008 pessoas entre 24 e 27 de abril.
Entre eleitores com renda de até dois salários mínimos, Lula tem aprovação de 51,8% e desaprovação de 47,1%. A aprovação cai nas faixas intermediárias, com 34,2% para R$ 2 mil a R$ 3 mil e 39,3% para R$ 3 mil a R$ 5 mil.
Na faixa de renda entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, a desaprovação chega a 65,1%, com 34,2% de aprovação; entre R$ 3 mil a R$ 5 mil, são 60,6% de desaprovação e 39,3% de aprovação. O padrão aponta maior volatilidade nessa faixa.
Entre quem ganha acima de R$ 10 mil, a desaprovação é de 55,5% e a aprovação, 43,9%. O desgaste não fica restrito à elite; as faixas intermediárias apresentam desafio maior ao governo.
Segundo a leitura da pesquisa, o centro da disputa se desloca para o eleitorado de renda média, que costuma decidir eleições nacionais em cenários de vitória apertada. A base de menor renda sustenta Lula, mas perde peso relativo.
A pontuação parcial reforça que manter apoio entre os mais pobres não assegura margem confortável, enquanto as perdas entre as faixas médias podem favorecer a oposição nos cenários de segundo turno.
A metodologia ouviu 5.008 pessoas por questionário digital, com margem de erro de 1 ponto percentual e confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE com o nº BR-07992/2026.
Entre na conversa da comunidade