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CNA solicita Plano Safra de 623 bilhões e mudanças na política agrícola

CNA propõe Plano Safra plurianual de 623 bilhões, com reforço ao seguro rural e medidas para reduzir endividamento e juros no campo

A expectativa do setor é que o Plano Safra 2026/27 seja mais uma vez recorde
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  • A CNA pediu ao governo o Plano Safra 2026/2027 com 623 bilhões de reais em crédito rural, sendo 104,9 bilhões para agricultura familiar e 518,2 bilhões para a produção empresarial.
  • Propõe transformar o plano anual em uma política plurianual, conectada ao PPA e à LOA, garantindo previsibilidade de recursos e continuidade de programas como seguro rural.
  • O seguro rural viria como prioridade, com 4 bilhões de reais para o PSR e aprovação do PL 2.951/2024 para modernizar o seguro diante de riscos climáticos.
  • O documento aponta piora do ambiente para o campo, com inadimplência em crédito rural aumentando de 4,73% (fev/2025) para 13,84% (fev/2026) e o agro respondendo por parcela relevante do PIB em 2025.
  • Sugestões de ajustes operacionais incluem revisão de limites de renda, redução de burocracia, combate à venda casada, mais fundos garantidores e juros distintos para diferentes linhas (Pronaf até 4%, Pronamp 9%, demais 12,5%).

A CNA propôs ao governo federal um conjunto de medidas para o Plano Safra 2026/2027, com foco em ampliar recursos e reorganizar a política agrícola. O pedido central é de 623 bilhões de reais em crédito rural para o próximo ciclo, sendo 104,9 bilhões para agricultura familiar e 518,2 bilhões para produção empresarial. A entidade defende ainda um modelo plurianual, com previsibilidade de recursos e continuidade de ações.

A confederação argumenta que o cenário atual, marcado por juros elevados, custos crescentes e maior endividamento, exige mudanças profundas. O documento cita inadimplência crescente e volatilidade de preços, ressaltando que o setor foi responsável por expressiva contribuição à economia em 2025.

Plano Safra plurianual e seguro rural

A CNA defende a integração do Plano Safra ao PPA, com desdobramentos na LDO e LOA, para garantir financiamento estável ao setor. A ideia é alinhar o crédito e o seguro rural ao ciclo produtivo, evitando cortes orçamentários e interrupções de políticas.

O reforço ao seguro rural é prioridade. A CNA pede 4 bilhões de reais para o PSR, defendendo a aprovação do PL 2.951/2024, que moderniza o seguro. O objetivo é ampliar a cobertura diante de eventos climáticos extremos e reduzir riscos sistêmicos.

Endividamento, crédito e ajustes operacionais

O documento aponta dificuldade de acesso a crédito e maior exigência de garantias. A CNA defende medidas para sustentar a saúde financeira do produtor e apoia a securitização de dívidas, bem como o fortalecimento do financiamento privado via mercado de capitais.

Entre as propostas operacionais estão a atualização de limites do Pronaf e Pronamp, redução de burocracia, combate à venda casada e ampliação de fundos garantidores. Também há proposta de juros mais baixos para o custo de crédito no setor.

Investimentos e visão de longo prazo

Nos programas de investimento, a CNA prioriza RenovAgro, PCA e Proirriga, visando reduzir gargalos estruturais de produtividade. A entidade afirma que o Plano Safra precisa deixar de depender de anúncios anuais e virar uma política de Estado, com governança e integração com áreas fiscal, ambiental e de mercado.

A avaliação final aponta risco de perda de competitividade sem instrumentos adequados de apoio, mesmo diante de avanços produtivos. A CNA ressalta a necessidade de planejamento e continuidade para sustentar o crescimento do setor rural.

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